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Menina é estuprada e descobre gravidez na hora do parto em Teresina

Após a gravidez ser constatada, a adolescente relatou que era abusada sexualmente desde os seus 12 anos pelo o próprio avô.

Uma adolescente de apenas 13 anos, vítima de abuso sexual, descobriu que estava grávida na hora do parto ao procurar atendimento médico no bairro Dirceu, na zona sudeste de Teresina, no último dia 11 de novembro deste ano. A gravidez foi constatada após a menina sentir um mal estar. Segundo o Conselho Tutelar, o próprio avô da adolescente é acusado de abusá-la por quase 2 anos.

Em entrevista ao GP1, a conselheira tutelar Renata Bezerra, detalhou que a vítima foi para um hospital com seu pai após sentir um desconforto estomacal. Ao receber atendimento, a equipe médica descobriu que a menina estava com mais de 30 semanas de gestação.

“Ela teve um desconforto estomacal e foi para um hospital local e o médico constatou que dentro dela possuía um feto. A adolescente foi encaminhada para a CIAMCA, até então ela não sabia que estava grávida, na unidade foi feito um exame, que constatou a gravidez de 35 semanas. A enfermeira acolhedora do local acionou o conselho tutelar e tomamos conhecimento do caso”, disse.

Relatos da vítima

Após a gravidez ser constatada, a adolescente relatou para a conselheira que era abusada sexualmente desde os seus 12 anos pelo seu avô, com quem mora desde os seus 5 anos de idade. Assim que a motivação da gravidez da vítima foi descoberta, a conselheira denunciou o caso na Central de Flagrantes de Teresina e a jovem foi encaminhada para a Maternidade Dona Evangelina Rosa.

“A adolescente nos relatou que já era abusada pelo avô há cerca de dois anos e que não morava com os pais porque quis morar com os avós. Com o tempo, ela começou a crescer e o seu avô começou a ter outros olhares para ela, porém a menina não via maldade naquilo, achava que era amor de avô. Após isso, com o tempo, o avô começou a tocar nas partes intimas dela, a menina pedia para que ele não fizesse isso, pois era errado, o avô dizia que não era. Quando entendermos a situação chamamos o pai dela, que não era ausente mesmo ela morando com os avós, e falamos para ele fazer a denúncia na Central de Flagrantes. Ele ficou em choque acabou não querendo fazer, só que eu como representante do município, não deixei passar. O caso foi levado para a Central de Flagrantes, foi registrado o B.O, então o delegado me encaminhou para o Samvis, o exame de comprovação do estupro”, ressaltou.

Por lá, os médicos averiguaram que o desconforto da menina era na verdade o trabalho de parto. “Quando chegamos na Maternidade Evangelina Rosa a médica constatou que não eram 35 semanas e sim 37, ou seja, a jovem já estava em trabalho de parto e com isso, ela teve que ficar internada para ter o neném. Ela não conseguiu ter normal, aí no outro dia foi necessário realizar uma cesárea. O bebê nasceu teve que ficar na UTI e agora os dois se encontram na Maternidade Evangelina Rosa. O bebê está bem, está sendo amamentado”, finalizou.

Investigação

Após a denúncia ser feita, o caso foi levado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O delegado Matheus Zanatta, Gerente de Polícia Especializada (GPE) informou ao GP1 que o inquérito já foi aberto e as diligências estão avançadas. Até o momento, o avô acusado do crime, ainda não foi localizado. “Esse inquérito já foi aberto para apurar os fatos e está bem avançado nas diligências”, disse o delegado.

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