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“Tínhamos um caso”, diz enfermeiro acusado de estuprar cunhada no São Marcos

O acusado afirmou que mantinha uma relação extraconjungal com a cunhada e que tem provas, como mensagens de WhatsApp, que comprovariam suas declarações.

O Portal Pauta Judicial divulgou neste sábado (05), uma entrevista com o enfermeiro Ricardo da Silva Paz, acusado de estuprar a cunhada em um apartamento do Hospital São Marcos, em Teresina, onde ele trabalha. Durante o diálogo, Ricardo afirmou que mantinha uma relação extraconjungal com a cunhada e que tem provas, como mensagens de WhatsApp, que constatariam suas declarações.

A entrevista ocorreu na unidade prisional onde Ricardo da Silva se encontra preso. Ele assegurou que o relacionamento com a cunhada já durava há mais de um ano. “Sim, nós já tínhamos um caso. Há mais ou menos um ano, um ano e dois meses, um ano e três meses. Sim [tem várias conversas com a cunhada no WhatsApp]. Já estão nas mãos dos advogados e eles já estão providenciando, fazendo tudo que é para ser feito”, afirmou o enfermeiro.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Enfermeiro Ricardo da SilvaEnfermeiro Ricardo da Silva

Conforme Ricardo, ele estava tentando encerrar o relacionamento com receio de perder a família. Em seguida, garantiu que possui mensagens de WhatsApp que comprovam a relação amorosa com a cunhada. “Eu, com medo de perder minha família, estava tentando me distanciar, me sair dessa situação que estava me deixando numa situação ruim”, contou.

O acusado disse também que a cunhada usava algumas medicações por conta da vida conturbada que ela levava com o marido. “Ela já tomava medicações. Ela já vinha junto com o esposo. Já vinham brigando bastante e ela tomava as medicações justamente para não ter que esperar o esposo chegar em casa para vê-lo bêbado e não ter que brigar. Uma das conversas que, inclusive, a gente vai anexar ao processo, ela disse que toma quatro medicações”, detalhou o enfermeiro.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Enfermeiro aguardando passar por exame de corpo de delito no IML de TeresinaEnfermeiro Ricardo da Silva Paz

Quando foi questionado se teria mantido relação sexual com a cunhada no dia em que foi acusado de estupro, ele preferiu não responder. “É complicado eu dizer. Seria bem mais fácil se perguntassem realmente a ela, porque ela me acusou de estupro já que a gente tinha um relacionamento extraconjugal. Onde os dois querem, não tem estupro”, pontuou Ricardo da Silva.

Decisão da prisão temporária

O juiz de Direito José Olindo Gil Barbosa, da 5ª Vara Criminal (Maria da Penha) da Comarca de Teresina, havia decretado a prisão temporária de 30 dias do enfermeiro nessa quarta-feira (02), em desacordo com o MP, que se manifestou favorável à decretação da preventiva.

A decisão do juiz foi tomada após requerimento da delegada Vilma Alves, solicitando a prisão preventiva de Ricardo da Silva Paz sob a alegação de que, na madrugada do último dia 31 de outubro, ele teria praticado o crime de estupro de vulnerável, contra sua cunhada, depois de ela ter ingerido um comprimido oferecido pelo próprio enfermeiro no Hospital São Marcos. Na ocasião, a vítima adormeceu e acordou horas depois sentindo dores nas partes íntimas. Após exames, foi constatado o estupro.

Entenda o caso

O enfermeiro estava sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí, sob acusação de ter estuprado a própria cunhada, que acompanhava um paciente em um apartamento no Hospital São Marcos.

Um familiar revelou ao GP1 que a vítima havia acompanhado seu sogro no hospital no dia anterior ao crime e tinha ido para casa descansar, deixando outra pessoa no apartamento. Porém, a mulher recebeu uma ligação do enfermeiro, relatando que o paciente não poderia ficar aos cuidados de alguém sem experiência e requisitou que ela retornasse ao hospital e ficasse com o sogro.

Ao retornar, o enfermeiro teria oferecido um remédio para a vítima, que tomou a medicação e acabou adormecendo. Cerca de seis horas depois ela acordou com fortes dores na região genitália e assim começou a suspeitar que tinha sido vítima de violência sexual. Ela registrou um Boletim de Ocorrência, fez exame de corpo de delito e depois de ser submetida a outro exame na Maternidade Dona Evangelina Rosa foi comprovado o estupro.

Veja a íntegra do vídeo no portal pautajudicial.com.br

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