GP1

Polícia

Padrinho é acusado de estuprar e engravidar adolescente em Teresina

O Conselho Tutelar tomou conhecimento do caso após a menina de 13 anos dar entrada na Maternidade Evangelina Rosa.

Uma adolescente de apenas 13 anos que não teve a identidade revelada está grávida de 23 semanas após sofrer abusos sexuais na zona leste de Teresina. O principal suspeito de praticar os abusos é o próprio padrinho, de 58 anos.

Ao GP1, o conselheiro tutelar Ivan Cabral disse que o caso chegou ao conhecimento do Conselho Tutelar nessa terça-feira (19) após a menina dar entrada na Maternidade Dona Evangelina Rosa.

“A gente recebeu o comunicado ontem do Samvis dando ciência de que tinha dado entrada uma adolescente nessa situação na Maternidade Dona Evangelina Rosa. Nós notificamos os pais, já houve uma conversa, nós encaminhamos a notícia de fato ao Ministério Público e comunicamos também a juíza da infância e juventude de Teresina para que sejam tomadas as medidas necessárias como manda a lei. A gente pede de fato que a polícia passe a investigar e que localize o suspeito, porque ele cometeu um crime, estupro de vulnerável”, disse o conselheiro.

Ivan Cabral destacou que a sociedade em geral tem o dever de denunciar os casos de violência contra crianças e adolescentes. “É importante ressaltar que a sociedade deve sempre denunciar os casos de violação dos direitos da criança e do adolescente. Porque só assim o conselho pode agir e as autoridades podem agir, porque quando a sociedade se cala, a criança segue sendo violada”, disse.

O conselheiro ainda denunciou a demora em que o conselho foi comunicado sobre o assunto. Segundo ele, a adolescente deu entrada em outra maternidade da Capital no dia 5 de janeiro, quando ela estava com cerca de 21 semanas de gravidez.

“O que mais chama a atenção é que a própria família procurou no dia 5 de janeiro uma maternidade em Teresina, onde foi feito uma ultrassonografia e foi de fato comprovado que ela teria mais ou menos 21 semanas. E, por equivoco ou omissão, esqueceram de comunicar o conselho tutelar, porque se naquela ocasião tivessem comunicado ao poder judiciário e ao Ministério Público em caráter de urgência, era possível fazer um aborto”, afirmou.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2021 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.