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Irmão usou duas facas para matar advogada Izadora Mourão, revela Barêtta

Delegado reforçou que a provas comprovam que o autor foi João Paulo. As duas facas foram apreendidas.

O delegado Francisco Costa, o Barêtta, coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), revelou ao GP1, na manhã desta terça-feira (16), que o jornalista João Paulo Mourão utilizou duas facas para matar a irmã, a advogada Izadora Mourão, no sábado (13), em Pedro II.

Barêtta reforçou que a provas comprovam que o autor foi João Paulo, além de informar que as duas facas foram apreendidas. “A autoria material está provada que é o João Paulo, inclusive, com apreensão de duas facas utilizadas por ele”, afirmou.

Foto: Alef Leão/GP1Barêtta
Barêtta

O delegado explicou que a Polícia Civil tem 10 dias para concluir o inquérito e que o delegado Danúbio Dias, responsável pelas investigações, ainda vai realizar diligências em Pedro II. “O delegado Danúbio ainda vai fazer algumas incursões em Pedro II, vai reinquirir pessoas e ouvir outras que apareceram, e também, nesses 10 dias para a conclusão do inquérito vamos robustecer o inquérito juntando laudos, demais depoimentos e outras peças”, esclareceu.

Foto: Reprodução/FacebookJoão Paulo Mourão e a irmã Izadora Mourão
João Paulo Mourão e a irmã Izadora Mourão

“O delegado Danúbio com muita habilidade levantou todas as circunstâncias, construiu todo o lastro probatório, uma linha do tempo e conseguiu fechar todas as janelas, quebrou todos os álibis levantados por ele, inclusive a história de uma mulher que vendia roupa que seria a provável suspeita de ter matado, pois os fatos narrados não encontravam sintonia com a dinâmica do crime, e a partir daí nós não temos nenhuma dúvida de que o crime foi praticado por ele”, declarou o delegado.

Ainda de acordo com Barêtta, o delegado Danúbio vai, ao longo desses 10 dias, investigar se houve alguma participação de outra pessoa no crime, de forma direta ou indireta.

Barêtta disse ainda que existe um bilhete que será analisado, mas não relatou o teor. "Existe um bilhete, mas tem outras coisas também, mas não podemos dar maiores detalhes".

Desavenças

Em relação ao motivo que teria levado ao assassinato da advogada, Barêtta explicou que ainda está sendo apurado. “Numa investigação criminal de homicídio, nós temos que responder a 7 indagações e a última é o motivo, mas nós levantamos que ela e o assassino tinham desavenças internas há muito tempo. Mas, nós estamos investigando, porque nós investigamos para prender e não prendemos para investigar”, ressaltou o delegado que preferiu não detalhar que desavenças eram essas.

Morte da advogada

Izadora Santos Mourão, 41 anos, foi assassinada com pelo menos sete facadas dentro de casa, no município de Pedro II, no último sábado (13). A princípio, circulou a informação de que ela teria sido morta por uma mulher, que sequer foi identificada.

Foto: Reprodução/FacebookIzadora Mourão
Izadora Mourão

Prisão do irmão

O irmão de Izadora, João Paulo Mourão, foi preso na tarde desta segunda-feira (15), acusado de assassinar a advogada a facadas. A Polícia Civil prendeu o jornalista em flagrante em sua residência na cidade de Pedro II.

João Paulo se formou em Jornalismo pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) no ano de 2014 e trabalhava na Secretaria Municipal de Comunicação de Pedro II e em uma rádio local.

Foto: Marcelo Cardoso/GP1João Paulo no DHPP
João Paulo no DHPP

Mãe criou álibi

A mãe de Izadora, identificada como Maria Nerci, poderá ser indiciada por participação no crime, pois de acordo com a Polícia Civil, a idosa pode ter criado um falso álibi para acobertar o filho, o jornalista João Paulo Mourão.

“A mãe dele, quando viu a moça morta, a primeira coisa que fez, em vez de ligar para a polícia, ligou para uma faxineira para ela [a faxineira] dizer que ele [João Paulo] estava dormindo, para criar um álibi”, disse Barêtta.

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