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Polícia encontrou 10 facas no guarda-roupa da mãe de Izadora Mourão

O GP1 teve acesso ao relatório que narra as diligências da Polícia Civil durante as investigações que culminaram com a prisão do jornalista João Paulo Mourão.

O GP1 teve acesso ao relatório policial, encaminhado ao Tribunal de Justiça do Piauí, que narra as diligências da Polícia Civil durante as investigações que culminaram com a prisão do jornalista João Paulo Mourão, acusado de matar a própria irmã, a advogada Izadora Mourão, no último sábado (13) em Pedro II. O documento revela que foram encontradas pelo menos 10 facas dentro de um guarda-roupa da mãe de João Paulo e Izadora.

O relatório consta na decisão judicial proferida nesta terça-feira (16), onde o juiz Rogério de Oliveira Nunes converteu em preventiva a prisão de João Paulo Mourão.

De acordo com o texto, a polícia não comprou a versão apresentada pela mãe da advogada, Maria Nerci, e pelo irmão João Paulo. Eles afirmaram logo após o crime que Izadora foi assassinada por uma mulher que havia entrado na residência para fazer uma cobrança, no entanto, os investigadores questionaram como tudo pode ter acontecido sem os familiares terem percebido.

Foto: Reprodução/FacebookJoão Paulo Mourão e a irmã Izadora Mourão
João Paulo Mourão e a irmã Izadora Mourão

“As diligências realizadas pela autoridade policial não esclareceram como aconteceu um crime sem que João Paulo e sua mãe não tivessem ouvido nada; de todos os vizinhos ouvidos nenhum disse ter visto nenhuma mulher entrando ou saindo da casa da vítima”, consta no relatório.

Facas escondidas

Uma das facas utilizadas no crime chegou a ser levada para outro lugar pela própria mãe da vítima, que levou a arma branca para a casa de sua irmã, Ocianira. Conforme o documento, João Paulo acabou indo buscar a faca no outro dia. “A irmã da vítima Ocianira, o esposo Wagner e a filha do casal Vanessa, informaram que a mãe da vítima pediu para que estes escondessem uma faca em sua residência; no domingo João Paulo foi até a casa de Ocianira e pegou a faca”.

Uma revelação que chama atenção no relatório é que a polícia encontrou dentro do guarda-roupa da mãe de João Paulo e Izadora pelo menos 10 facas, incluindo a utilizada no crime. O documento diz ainda que o jornalista apontou qual dos instrumentos foi usado, mas não informa se ele admitiu ter cometido o assassinato ou se apenas encontrou a arma junto do corpo da irmã.

“Nas diligências, João Paulo informou que as facas estavam no guarda-roupa de sua mãe e lá se depararam com pelo menos dez facas e solicitado João Paulo apontou a faca que supostamente teria sido usada na prática do crime. Em seguida o delegado solicitou a perícia para averiguar se havia sangue humano; foi constatado vestígios de sangue pela perícia; em seguida o delegado deu voz de prisão para João Paulo”, diz o texto.

Marca no lençol

A polícia constatou que, no lençol de Izadora havia a marca de uma mão, cujas dimensões coincidiam com a mão de João Paulo. “Após uma minuciosa averiguação no quarto onde ocorreu o crime, havia uma mão no lençol da vítima que no contexto coincidia com as dimensões das mãos de João Paulo”, aponta o relatório.

Entenda o caso

A Polícia Civil prendeu na tarde dessa segunda-feira (15) o jornalista João Paulo Mourão. Ele é acusado de assassinar a própria irmã, a advogada Izadora Santos Mourão dentro de casa com sete golpes de faca, no último dia 13 de fevereiro. Inicialmente, a versão apresentada por João Paulo Mourão logo após o crime dava conta de que uma mulher havia entrado na residência, enquanto ele dormia, e matado a irmã com golpes de faca.

Ainda no domingo (14), o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa – DHPP – assumiu o caso e passou ouvir familiares e pessoas próximas, constando divergências nos depoimentos apresentados pelo próprio irmão e pela mãe, que também estava na residência na hora do crime.

Mãe criou álibi

Foto: Reprodução/FacebookMaria Nerci e João Paulo Mourão
Maria Nerci e João Paulo Mourão

A mãe de Izadora, Maria Nerci, poderá ser indiciada por participação no crime, pois de acordo com a Polícia Civil, a idosa pode ter criado um falso álibi para acobertar o filho, o jornalista João Paulo Mourão.

“A mãe dele, quando viu a moça morta, a primeira coisa que fez, em vez de ligar para a polícia, ligou para uma faxineira para ela [a faxineira] dizer que ele [João Paulo] estava dormindo, para criar um álibi”, afirmou o delegado Barêtta, coordenador do DHPP.

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