O ex-governador do Ceará Ciro Gomes entregou nessa sexta-feira (17) sua carta de desfiliação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), após dez anos de filiação. Ciro vinha demonstrando insatisfação com os rumos da legenda desde a aproximação com o governador petista Elmano de Freitas, de quem é crítico.
A saída de Ciro ocorre em um momento de redefinição de alianças políticas no Ceará. O ex-presidenciável afirmou que não pretende disputar novamente a Presidência da República, mas também não descartou totalmente essa possibilidade. O nome de Ciro voltou a ganhar destaque nacional com as discussões sobre seu possível novo destino partidário.
Nos bastidores, a expectativa é que o político defina seu futuro ainda na próxima semana. Em julho, ele se reuniu com dirigentes do PSDB e afirmou que seu retorno à sigla estava praticamente decidido. Outra legenda interessada na filiação de Ciro é o União Brasil, que também busca reforçar seu quadro para as eleições de 2026.
Aliados próximos de Ciro, entre eles o presidente do PDT em São Paulo, Antonio Neto, lamentaram a decisão. O político construiu uma trajetória marcada por quatro candidaturas à Presidência da República, nos anos de 1998, 2010, 2018 e 2022. Ele foi uma das principais lideranças da legenda nos últimos anos.
Ciro é cotado para disputar o governo do Ceará ou uma vaga no Senado Federal nas próximas eleições. Ele já governou o estado entre 1991 e 1994, quando ainda estava filiado ao PSDB. Também participou de diferentes composições partidárias ao longo de sua carreira política, com atuações em cargos executivos e legislativos.