Após cinco dias de intensos confrontos armados na fronteira entre Tailândia e Camboja, que resultaram em dezenas de mortos e feridos, os dois governos anunciaram nesta segunda-feira (28) um cessar-fogo imediato e incondicional. O acordo encerra, pelo menos temporariamente, uma escalada militar que provocou o deslocamento de cerca de 291 mil civis da região afetada.

A decisão foi influenciada diretamente pela pressão diplomática do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , que, no sábado (26), entrou em contato com os líderes dos dois países para exigir o fim dos combates. Trump condicionou a retomada de negociações comerciais com os Estados Unidos à interrupção imediata das hostilidades.

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Donald Trump

“Acabei de ter uma conversa muito boa com o primeiro-ministro do Camboja e o informei sobre meu diálogo com a Tailândia. Ambos querem paz e estão comprometidos com o cessar-fogo. Só então voltaremos a discutir comércio. Eles concordaram em agir imediatamente”, declarou o presidente americano em publicação na rede Truth Social.

O primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet, agradeceu publicamente a intervenção de Trump, classificando a mediação americana como “decisiva” para o fim do conflito. Do lado tailandês, o premiê interino Phumtham Wechayachai também sinalizou disposição para manter os canais diplomáticos abertos e restabelecer a estabilidade na região.

A próxima etapa será a realização de reuniões bilaterais para consolidar o acordo. A primeira, agendada para a próxima terça-feira (29), reunirá chefes militares de ambos os países. Outra rodada de conversas está prevista para o dia 4 de agosto, com foco em garantir mecanismos permanentes de monitoramento e prevenção de novos confrontos.

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