O ex-ministro da Defesa do governo Dilma Rousseff e ex-deputado federal, Aldo Rebelo , defendeu nesta segunda-feira (1º) a anistia aos condenados pelo episódio do 8 de Janeiro. A declaração foi publicada em vídeo na rede social X, em que Rebelo destacou a importância da pacificação nacional como caminho para o crescimento econômico e a valorização da democracia.

“A única forma de se caminhar para a retomada do crescimento da economia, para a redução das desigualdades e para a valorização da democracia é a pacificação do país, que permita que nós dediquemos as energias dos brasileiros a construir o futuro e não a ficar buscando um acerto de contas com o passado”, afirmou o ex-ministro. Para Rebelo, a reconciliação é essencial para superar conflitos e evitar que disputas políticas impeçam o desenvolvimento do país.

Este é meu pronunciamento oficial sobre a anistia. Vejam até o fim. O Brasil é o país da anistia. Como político, ex-presidente da Câmara e ministro da Defesa, sei que a pacificação é o caminho para superar este conflito que só nos faz mal. Da monarquia à República, de Vargas a… pic.twitter.com/UghJ4QsdAQ — Aldo Rebelo (@aldorebelo) September 1, 2025

No vídeo, Aldo Rebelo citou precedentes históricos de anistia no Brasil, incluindo ações de Dom Pedro II, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Sobre o regime militar, destacou a “anistia ampla, geral e irrestrita” sancionada por João Figueiredo, que contemplou até crimes graves, como tortura, sequestros e assaltos, com o objetivo de permitir que o país olhasse para o futuro. “Não é nenhuma novidade a discussão sobre a anistia”, reforçou.

O posicionamento de Rebelo ocorre às vésperas do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da suposta tentativa de golpe de 2023. A Primeira Turma da Corte analisará oito réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusados de tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e depredação de patrimônio público. As penas podem variar entre 12 e 43 anos. Até 12 de agosto, o STF responsabilizou 1.190 pessoas na investigação, condenou 638, homologou acordos com 552 por crimes menores e absolveu 10.

Aldo Rebelo tem trajetória marcada por atuação política diversificada. Iniciou a vida pública no PCdoB e lutou contra a ditadura militar, exerceu cinco mandatos como deputado federal e presidiu a Câmara entre 2005 e 2007. No governo Lula, coordenou áreas políticas, e durante a gestão de Dilma, chefiou os ministérios do Esporte, Ciência e Tecnologia e Defesa. Em 2018, assumiu a Casa Civil paulista e, em 2022, disputou o Senado pelo PDT, mantendo trânsito em diferentes setores da política brasileira.

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