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Política

Deputado Assis Carvalho fala sobre perdas da produção no centro-sul com safra no norte piauiense

Assis relatou aos parlamentares que nos municípios do semiárido, a apicultura foi extremamente prejudicada com a estiagem

 De um lado, a penúria dos produtores de mel e caju na fronteira seca do Piauí. De outro, o sucesso no plantio irrigado e criação de animais dos produtores de leite, frutas e peixes da Planície Litorânea, no norte do Estado.

Imagem: AscomDeputado Assis Carvalho(Imagem:Ascom)Deputado Assis Carvalho

Estas duas situações motivaram um pronunciamento do deputado federal Assis Carvalho (PT/PI) hoje (09), na Câmara. “O que faz diferença entre as perdas da safra no centro-sul piauiense e a produção bem sucedida no extremo norte é a água. Por isso insisto na Integração de Bacias, que vai levar água para o semiárido e corrigir essa diferença gritante entre duas regiões de um mesmo Estado”, disse o deputado.

Assis relatou aos parlamentares que nos municípios do semiárido, a apicultura foi extremamente prejudicada com a estiagem. A escassez de chuvas impediu a florada que alimenta as abelhas. No final de semana passado, ele participou de um encontro do setor, em Picos, para discutir a situação das cooperativas e dos cerca de 12 mil apicultores familiares e profissionais, que perderam 75% da produção. Cada apicultor que possui mil colmeias tem potencial de empregar até 4 pessoas que agora estão sem trabalho.

O deputado propôs uma emenda à Medida Provisória 609/13 para que os produtores de mel e caju sejam incluídos no Seguro Safra. E agora, os apicultores buscam socorro no Governo Federal, solicitando refinanciamento a juros mais baixos, prorrogações de prazos, medidas protetivas. Além disso, o deputado relatou o cenário desolador da seca, sede e perspectiva de mais estiagem nos municípios do semiárido, no centro-sul do Piauí.

No mesmo fim de semana, o parlamentar esteve na cidade de Parnaíba, no norte do Piauí, onde visitou uma pequena propriedade, onde está implantado o Programa Balde Cheio, uma parceria com o Banco do Nordeste, que leva aos pequenos produtores agropecuários tecnologia para produzir mais leite e com melhor qualidade. Com este programa muitas famílias mudaram de vida, como a do senhor Antonio Carlos, que tem 20 vacas em uma área de 1,2 hectares, e registra uma produção média dia de 350 litros de leite.

Assis também visitou os Tabuleiros Litorâneos, onde há plantações de manga, acerola, mamão, coco e outros plantios, além da criação de peixes. Conversou com o produtor Donizete de Paula Lima, que gera emprego para 120 pessoas e diz que está faltando mão de obra. A expectativa é de crescimento. Somente 800 hectares estão ocupados, dos 2.400 hectares disponibilizados para a primeira etapa dos Tabuleiros. Na segunda etapa serão ofertados mais 6 mil hectares.

“Os cenários bonitos, verdes, a vida animal e vegetal que existe naqueles espaços, os relatos entusiasmados dos produtores, tudo isso contrasta com a tristeza dos apicultores, os animais e plantas mortos no semiárido. O que separa estas duas situações tão diferentes no espaço de um mesmo Estado da Federação é a existência de água em um e a ausência de água em outro”, disse o deputado.

O deputado usou estes exemplos para argumentar, mais uma vez em defesa da Integração da Bacia do rio São Francisco com as bacias da Fronteira Seca do Piauí, que visa levar água de onde tem em abundância para o semiárido, a fim de resolver definitivamente o problema de falta dágua no sertão piauiense.

“Como a Seca é um evento cíclico, é necessário investir em ações que possibilitem às pessoas conviver com o semiárido. Uma obra estruturante como a Integração de Bacias é fundamental para solucionar o déficit hídrico do sertão, possibilitando atividades produtivas como agricultura irrigada, fruticultura, agropecuária, dentre outros, permitindo que as pessoas que vivem no sertão desenvolvam as potencialidades locais e possam sustentar-se, sem necessidade de recorrer continuamente a ações emergenciais do Governo”, repetiu.

Em janeiro deste ano, o deputado entregou a proposta de Integração de Bacias à presidenta Dilma Rousseff, durante visita dela ao Piauí, e solicitou que ela destinasse recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para o projeto.

Na semana passada, ele recebeu ofício do ministério da Integração Nacional e Casa Civil informando que consideraram a ideia oportuna e que estão dando o devido encaminhamento, conforme orientações do Governo Federal. “Este é um passo importante para a inclusão da proposta no PAC. Um passo para a obra que pode reduzir a zero a diferença que vi neste fim de semana entre o centro-sul e o norte do Piauí. Zerar a distância entre a oportunidade e a falta de perspectiva. Reduzir a diferença entre o entusiasmo de produzir e a desolação da perda”, concluiu.

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