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Política

Daniel Silveira é transferido para quartel da PM no Rio de Janeiro

Até esta quinta (18), o parlamentar estava encarcerado na sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
Por Estadão Conteúdo

A manutenção da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL–RJ) foi criticada por sua defesa, mas já era esperada. Os advogados consideraram a audiência de custódia realizada nesta quinta-feira, 18, como “meramente protocolar” e passaram a apostar definitivamente em uma decisão favorável da Câmara dos Deputados.

No início da noite, o deputado foi encaminhado para o Batalhão Especial Prisional em Niterói, unidade que é dedicada à detenção de policiais militares. O parlamentar estava recolhido na sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio.

“A audiência de custódia apenas seguiu o entendimento do STF. Foi meramente protocolar”, sustentou o advogado André Rios. “Teve pedido de relaxamento, de medidas cautelares diversas, só que eles só seguiram a orientação do STF. Hoje, o deputado Daniel Silveira só tem o povo ao seu lado.”

A busca pelo apoio popular e, principalmente, dos deputados federais também ficou evidente nas alegações de outro advogado de Silveira, Maurizio Spinelli. “Nós tínhamos na audiência de custódia a chance de reparar esse equívoco grave do Supremo Tribunal Federal (STF), com o relaxamento da prisão, e lamentavelmente, foi mantida a ordem de prisão”, disse Spinelli.

“(Com a decisão) esse tipo de prisão pode acontecer a qualquer momento, com qualquer um dos deputados, especialmente com a tese inaugurada pelo ministro Alexandre de Moraes, onde segundo ele há uma permanência no flagrante uma vez que o Daniel gravou esse vídeo e fez as declarações que ele fez”, declarou o advogado. “A qualquer momento, qualquer deputado que gravar qualquer vídeo com qualquer coisa que não seja do agrado da Suprema Corte, o STF pode decretar a prisão de qualquer parlamentar ou qualquer pessoa.”

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