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Política

Irmão de Wilson Witzel é preso durante operação em São Paulo

Sargento da Polícia Militar, Douglas Renê Witzel foi detido em Jundiaí.
Por Estadão Conteúdo

O sargento da Polícia Militar Douglas Renê Witzel, irmão do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), foi preso na manhã desta quinta-feira, 22, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Ele foi um dos alvos da Operação Rebote, aberta em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo e pela Corregedoria da PM contra policiais militares e integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao todo, estão sendo cumpridos 20 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão.

Foto: Reprodução/FacebookO governador afastado do Rio, Wilson Witzel, ao lado do irmão, Douglas Renê Witzel.
O governador afastado do Rio, Wilson Witzel, ao lado do irmão, Douglas Renê Witzel.

As investigações começaram em setembro do ano passado como um desdobramento da Operação Macuco e, desde então, os promotores trabalham para identificar os narcotraficantes que exercem funções liderança regional e estadual na facção.

Durante o monitoramento do grupo, os investigadores também descobriram o envolvimento de policiais militares, subordinamos a Douglas, no furto de cofres e caixas eletrônicos de um supermercado, executado por membros do PCC. A partir da identificação dos agentes, a Corregedoria da Polícia Militar passou a cooperar no inquérito.

De acordo com o Ministério Público, os narcotraficantes presos pela tentativa de furto foram auxiliados pelos PMs na ação. Os policiais teriam ajudado a monitorar o local, compartilhando a rede de rádio da corporação.

“Basicamente o policial militar deixou seu telefone ligado durante todo o tempo da ação dos criminosos, a fim de que eles pudessem acompanhar a rede de rádio da polícia militar local”, afirma o MP no pedido enviado à Justiça para obter mandados de busca e prisão. “A todo o momento, o policial militar interceptado e os demais criminosos monitoram o lado externo do local do crime, discutindo a respeito dos veículos que transitam nas imediações. Também ruídos indicativos de marretadas e uso de furadeira apontavam que o arrombamento do local que seria furtado ocorria simultaneamente à ligação.”

Douglas Renê foi preso em casa. No endereço, alvo de buscas, os agentes encontraram um revólver calibre 38, com a numeração raspada, um simulacro de pistola, uma munição íntegra calibre 32 e dezenas de cartuchos deflagrados, de calibres 380, 38 e 40. A arma e as munições estavam em um guarda-roupas, mas o sargento disse não saber que o material estava guardado ali. Segundo o boletim de ocorrência, obtido pelo Estadão, o irmão do governador afastado do Rio disse que o material pertencia ao ex-sogro, já falecido.

A reportagem tenta contato com o governador afastado, mas não teve retorno até o momento.

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