O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) adiou a sessão de julgamento do recurso do atacante Bruno Henrique , do Flamengo , que estava marcada para esta quinta-feira (30). A decisão foi motivada pela grave crise de segurança no Rio de Janeiro, resultante de uma megaoperação policial que causou mais de cem mortes nos complexos do Alemão e da Penha. O tribunal afirmou que a sessão de julgamento será reagendada em breve.
Bruno Henrique enfrenta uma punição de 12 jogos por supostamente ter manipulado um cartão amarelo em 2023, ação que beneficiaria apostadores. Apesar da condenação inicial, o jogador tem atuado normalmente em campo, graças a um efeito suspensivo concedido pelo STJD em setembro.
Enquanto aguarda uma nova data para seu julgamento, Bruno Henrique participou da partida da Libertadores contra o Racing nessa quarta-feira (29), contribuindo para a classificação do Flamengo para a final da competição.
Entenda o caso
Bruno Henrique foi indiciado pela Polícia Federal no dia 14 de abril, sob suspeita de envolvimento em fraude esportiva. Ao todo, outras dez pessoas também foram investigadas no mesmo caso. Durante as investigações, a Polícia Federal apreendeu o celular do irmão do atacante, Wander Nunes Pinto Júnior, e analisou cerca de 3.989 mensagens do WhatsApp.
Segundo os investigadores, Bruno Henrique teria antecipado ao irmão que receberia um cartão amarelo no jogo contra o Santos. Wander, então, teria apostado R$ 380,86 e lucrado R$ 1.180,67 com o ocorrido. O primeiro grupo de apostadores incluía ainda a prima do jogador, Poliana Ester Nunes Cardoso, e a cunhada Ludymilla Araújo Lima. Outro grupo, formado por seis pessoas, também teria se beneficiado da aposta.