Foi preso na manhã desta quinta-feira (26) Adilson Oliveira Coutinho Filho , conhecido como Adilsinho. Ele era o principal alvo da Operação Libertatis II, deflagrada em março de 2025. Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, o homem é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.

Foragido devido a um mandado em aberto expedido pela Justiça Federal, Adilsinho também é apontado como mandante de homicídios e procurado pela Justiça Estadual há quase duas décadas. A ação tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros por meio do domínio de regiões.

Operações como a Furacão, de 2008, e a Dedo de Deus, deflagrada em 2011, já apontavam seu nome no núcleo financeiro do jogo ilegal no estado. Contudo, a vida criminosa de Adilsinho começou nos anos 2000. Segundo investigações, ele teria atuado no desenvolvimento de softwares para máquinas de videobingo adulteradas, conhecidas como “draculinhas”, nas quais eram manipulados os resultados e valores acumulados para aumentar os lucros das quadrilhas que exploravam jogos ilegais.

Com o tempo, Adilsinho passou a integrar a cúpula do jogo do bicho, expandindo sua influência no meio carnavalesco. Ele chegou a ser apontado como patrono da escola de samba Salgueiro. Nos últimos anos, o bicheiro passou a ser identificado como chefe de uma estrutura voltada ao contrabando e à falsificação de cigarros, que envolvia três fábricas clandestinas na Baixada Fluminense, onde trabalhadores paraguaios eram mantidos em condições análogas à escravidão.

O criminoso é investigado por organização criminosa, contrabando, lavagem de dinheiro, corrupção, tráfico de pessoas, trabalho escravo e evasão de divisas. A Polícia Civil do Rio de Janeiro também apura sua ligação com mais de 20 crimes violentos, incluindo homicídios e sequestros.

Adilsinho foi capturado em uma residência na cidade de Cabo Frio, em ação das polícias Civil e Polícia Federal, após levantamento de dados e informações de inteligência desenvolvidas no âmbito da FICCO-RJ. O homem foi conduzido à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro e, posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado.

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