Após polêmicas envolvendo a utilização do uso de “Mounjaro” por dois jogadores do elenco, o São Paulo rescindiu nesta terça-feira (16) com o nutrólogo Eduardo Rauen, que foi responsável por indicar a caneta emagrecedora aos jogadores. A decisão foi tomada pouco tempo após matéria do UOL, que apontou que o medicamento estava irregular perante a Anvisa. Segundo o site, a saída de Rauen é tratada internamente como uma forma de "estancar a crise" no setor de departamento do clube, que vem sendo alvo de críticas.

O UOL alegou que o ocorrido foi tratado pelo São Paulo como uma quebra de protocolos médicos e institucionais. Segundo a matéria, a diretoria entendeu que a situação expôs o clube a riscos jurídicos, esportivos e de imagem, em um momento que o time já vive uma pressão. Quem também não gostou da situação foi a comissão técnica, já que Hernan Crespo soube ao longo da temporada e demonstrou resistência.

Foto: Reprodução/X
Time do São Paulo

Os nomes dos jogadores não foram revelados, mas o tema ganhou força em meio a polêmicas e divergências internas no departamento médico do clube. Ao longo da temporada, o Tricolor registrou 70 casos de problemas físicos envolvendo atletas, e a reportagem aponta que a prescrição do medicamento a alguns jogadores teria contribuído para o clima de discordância entre profissionais do setor.

Em nota enviada à imprensa, o São Paulo classificou como “desonesta” a associação do medicamento com os problemas físicos enfrentados pelos atletas do clube. Segundo o comunicado, o Mounjaro foi utilizado após avaliações clínicas detalhadas. Além disso, o Tricolor afirmou que seguiu os protocolos médicos previstos na legislação e que o medicamento é autorizado pela Anvisa.