Política

Dudu fala em negociata ao citar denúncia contra Michel Temer

"Já começou de novo o toma lá dá cá, a negociata no Congresso Nacional, a operação cala boca. Eles não vão medir esforços pra isso [barrar a denúncia] com o dinheiro público”, lamentou o vereador.

GERMANA CHAVES E THAIS GUIMARÃES

- atualizado

O vereador de Teresina Dudu Borges (PT) se posicionou acerca da segunda denúncia contra o presidente da República Michel Temer (PMDB) – dessa vez por obstrução de Justiça e organização criminosa – que deverá ser lida nesta terça-feira (26) no plenário da Câmara Federal.

O petista fez uma avalição paralela sobre o assunto. “Tenho dois sentimentos: o que eu acredito e o que eu acho que vai acontecer. Eu torço para que tenha uma investigação, pois o Temer não tem condição institucional de conduzir esse País. Agora, acho que não passa a denúncia. Já começou de novo o toma lá dá cá, a negociata no Congresso Nacional, a operação cala boca. Eles não vão medir esforços pra isso [barrar a denúncia] com o dinheiro público”, lamentou o vereador.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Vereador Dudu, do Partido dos TrabalhadoresVereador Dudu, do Partido dos Trabalhadores

Dudu ainda colocou que a economia privada é que tem sustentado o Brasil. “Estamos vendo as coisas se agravarem. A única coisa que está funcionando no Brasil graças a Deus é a parte da economia privada, que aos trancos e barrancos, está sustentando os pilares desses País. No que diz respeito às políticas públicas estão levando o Brasil a quebradeira generalizada.”

Falta de quórum

Já foram feitas duas tentativas de leitura da denúncia contra Temer na Câmara Federal, uma na sexta-feira (22) e a outra na segunda-feira (25). Mas, houve um adiamento pela quantidade insuficiente de deputados na Casa. O regimento interno exige o quórum mínimo de 51 parlamentares para dar início a uma sessão plenária. Um dos pontos a serem debatidos é se haverá ou não, o fatiamento da denúncia, haja vista que, diferente da primeira denúncia, focada só em Temer, nesta peça da Procuradoria-Geral da República (PGR), os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha também são acusados de formação de quadrilha e obstrução de Justiça.

O presidente Michel Temer precisa de, no mínimo, 172 votos para conseguir barrar o prosseguimento da acusação para o Supremo Tribunal Federal (STF). Na primeira denúncia, votada em plenário no dia 2 de agosto, o Temer obteve 263 votos ao seu favor. Contrários a ele votaram 227 parlamentares.

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