Piauí - Teresina

Dudu pede explicações sobre dívida milionária da Prefeitura com Setut

A Câmara Municipal de Teresina enviou requerimento solicitando informações junto à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans).

THAIS GUIMARÃES

- atualizado

A Câmara Municipal de Teresina aprovou, na manhã dessa quarta-feira (11), um requerimento solicitando informações junto à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) quanto ao repasse que deve ser feito ao Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (Setut), correspondente ao subsídio das passagens de ônibus.

  • Foto: Divulgação/Vereador DuduRequerimento aprovado pela CâmaraRequerimento aprovado pela Câmara

De acordo com o vereador Dudu (PT), propositor do requerimento, durante reunião realizada na Câmara nessa terça-feira (10), o Setut afirmou que a prefeitura de Teresina deve um valor milionário referente ao subsídio da passagem de ônibus. “Os trabalhadores ocuparam a Câmara pedindo que a gente mediasse uma conversa. Estiveram presentes o Setut, a prefeitura e os trabalhadores, e constatamos fatos que levantaram de todos nós um estarrecimento. Os trabalhadores colocaram que as empresas são multadas por desvio de rotas e repassam a multa para eles, eles também relataram que quando há roubos, as empresas os obrigam a pagar, e isso na minha opinião é extorsão, mas o que chamou minha atenção foi o depoimento do Setut, que na pessoa da doutora Miriam [Aguiar] comunicou que a Prefeitura de Teresina deve ao Setut uma quantia milionária pelo subsídio da passagem de ônibus e que o preço operacionalizado hoje da passagem não sustenta o sistema”, declarou ao GP1.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Vereador DuduVereador Dudu

O requerimento foi aprovado com 12 votos favoráveis e 07 contrários, além de uma abstenção. “Hoje com muita dificuldade aprovamos o requerimento, pedindo informações da Strans: quanto já foi pago em 2016 e 2017 de subsídio da passagem, quanto a prefeitura deve e como é feito esse cálculo. Tenho em mãos documentos de setembro de 2016 a janeiro de 2017 que dizem que foi pago R$ 7 milhões, e o Setut alega que ainda falta muito”, colocou o parlamentar.

Para o vereador, a falta de repasses pode ser uma brecha para aumento no valor da passagem. “Se a prefeitura não está pagando, alegando não ter condições, pode ter certeza que o que vem de ‘chumbo grosso’ é aumento”, finalizou.