Os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa , responsáveis pela rede de postos HD, negaram qualquer envolvimento no esquema de adulteração de combustíveis investigado pela Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, em conjunto com o Ministério Público Estadual e o Instituto de Metrologia do Piauí (IMEPI) no último dia 04 de novembro de 2025.

Em depoimento formal, prestado na sede do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), os empresários afirmaram que já haviam negociado a venda da rede de postos e não tinham gerência sobre as irregularidades constatadas pela autoridade policial. A rede HD foi repassada para a empresa PIMA Energia Participações Ltda, por meio de contrato formalizado entre as partes.

Foto: Lucas Dias/GP1
Empresário Haran Santhiago e a esposa deixam a Secretaria de Segurança

Os empresários alegam que, após a conclusão da venda, não tiveram mais controle sobre as ações comerciais da rede, que passou a ser administrada integralmente pela nova controladora. Ainda de acordo com o depoimento, depois de certo tempo, Haran e Danillo acabaram ficando em débito com a parte compradora, sem conseguir se desvincular completamente do negócio, que “já estava de vento em popa” para a os novos detentores.

Foto: Alef Leão/GP1
Empresário Danillo Coelho, acompanhado da esposa

As investigações seguem com a análise de documentos e depoimentos para determinar o grau de envolvimento de cada participante no esquema, que envolve não somente os empresários Haran Girão e Danilo Coelho, mas mira ainda outro núcleo operacional do grupo composto ainda por Moisés Eduardo Soares Pereira, Salatiel Soido de Araújo, Denis Alexandre Jotesso Villani e João Revoredo Mendes Cabral Filho.

Rapidinhas

Polícia Civil dá início a extração de dados dos aparelhos celulares apreendidos

Por determinação da Justiça, a Polícia Civil deu início à extração de dados dos aparelhos celulares apreendidos com empresários investigados na Operação Carbono Oculto 86, que apura um esquema de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro envolvendo a rede de postos HD, com atuação da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os aparelhos celulares do empresários Haran Santhiago Girão Sampaio, Danillo Coelho de Sousa, Moisés Eduardo Soares Pereira, Salatiel Soido de Araújo, Denis Alexandre Jotesso Villani e João Revoredo Mendes Cabral Filho terão seus dados extraídos para analise e cruzamento de informações que possa corroborar com as investigações capitaneadas pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).

Sem anúncio no momento

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1