A Polícia Civil do Piauí deu início à extração de dados dos celulares apreendidos dos advogados Juarez Chaves e Flávio Almeida Martins , além da ex-assessora do Governo do Estado, Lucile Moura . Os três foram presos no último dia 22 de outubro, durante a terceira fase da Operação Vice-Cônsul, que apura a produção e disseminação de um suposto dossiê falso com o objetivo de coagir magistrados do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI).
De acordo com a investigação, o material apreendido pode conter informações relevantes para o avanço das apurações, incluindo comunicações, trocas de mensagens e documentos digitais relacionados à elaboração do dossiê. A perícia técnica trabalha na extração e análise dos dados, etapa considerada fundamental para o esclarecimento dos fatos.
Desde o início das investigações, diversas buscas e apreensões já foram realizadas em endereços ligados aos investigados, no bojo da Operação Vice-Cônsul .
As autoridades investigam se o grupo teria atuado de forma articulada para criar e divulgar informações falsas com o intuito de pressionar membros do Poder Judiciário a deferir decisões favoráveis a determinada parte vinculada aos profissionais de advocacia. Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como calúnia, difamação, associação criminosa e coação no curso do processo.
O inquérito, de caráter sigiloso, está em andamento e deverá revelar novas nuances da investigação, a partir dos conteúdos extraídos dos aparelhos celulares.
Rapidinhas
Extração de dados dos celulares de Sol Pessoa vai dar o que falar
O Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR) da Polícia Civil do Piauí também já deu início à extração de dados dos celulares apreendidos de Suelen Pessoa, conhecida como Sol Pessoa, além de Marcus Almeida de Moura, Mauro José de Sousa e Rafael Thiago Teixeira Ferreira — todos alvos da Operação Gabinete de Ouro, deflagrada em 14 de outubro de 2025.
Os dados extraídos vão reforçar o que foi arrecadado pela investigação, denotando as tratativas entre os suspeitos, incluindo trocas de mensagens, documentos, fotos e vídeos que podem corroborar movimentações bancárias e favorecimentos identificados na investigação.
Nessa semana, a Polícia Civil já comunicou ao Poder Judiciário a necessidade de prorrogação do inquérito, em face do apanhado de informações a serem trabalhadas, em função da extração dos dados coletados nos dispositivos móveis.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1