A Polícia Civil do Piauí , por meio do Departamento de Combate a Corrupção (DECCOR), deflagrou a Operação Reset nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (23) para dar cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, no bojo da investigação que apura o cancelamento ilegal de mais de 2 mil multas pela Strans , no município de Teresina após reportagem do portal GP1 publicada em maio deste ano . Entre os alvos de mandados de busca está o ex-superintendente da Strans, Bruno Pessoa , que é sobrinho do ex-prefeito Dr. Pessoa .

As investigações da Polícia Civil foram iniciadas, após denúncia anônima que apontou que um servidor comissionado e dois servidores terceirizados da Strans cancelaram, indiscriminadamente, multas de vários veículos armazenadas no sistema “RADAR”/SERPRO usado pelo referido órgão de trânsito da administração municipal.

Foto: Helio Alef/ GP1
Dr Pessoa e o ex-superintendente da Strans Bruno Pessoa

Um relatório produzido pela própria instituição, a pedido último superintendente da gestão de Dr. Pessoa, coronel Edvaldo Marques , revelou um esquema de corrupção que provocou um prejuízo estimado em cerca de meio milhão de reais aos cofres públicos, com a exclusão de 2419 (duas mil quatrocentos e dezenove) multas no período entre fevereiro de 2024 a junho de 2024.

Foto: Divulgação/SSP-PI
Diligências da Operação Reset em Teresina

Atuação do ex-superintendente Bruno Pessoa

A investigação da Polícia Civil concluiu que todo processo regular deveria ter um trâmite, um fluxo com a decisão final do superintendente Bruno Pessoa, autorizando o cancelamento/baixa das multas do sistema, fato que não ocorreu nas multas canceladas.

Para a Polícia Civil, como superintendente do órgão até janeiro de 2024, ficou evidente que há indícios claros de que Bruno Pessoa participou das fraudes, sabia delas e foi, inclusive, beneficiário direto.

Foto: Lucas Dias/GP1
Bruno Pessoa

O relatório da comissão interna concluiu que as práticas beneficiaram figuras públicas, servidores efetivos, servidores comissionados da Prefeitura de Teresina, particulares em geral, empresas prestadoras de serviço, entre outros.

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*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1