A Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus-PI) determinou a suspensão temporária do acesso do advogado Kelson Natanel de Sousa Feitosa a todas as unidades prisionais do estado pelo prazo de 15 dias.

A medida foi comunicada por meio do Ofício Circular nº 14/2026, assinado pelo diretor da Diretoria de Unidade de Administração Penitenciária (DUAP), Reginaldo Correia Moreira Filho, e encaminhado aos gerentes das unidades prisionais do estado no último dia 18 de junho.

Foto: Marcelo Cardoso/GP1
Casa de Custódia em Teresina

Conforme o documento, a penalidade passou a vigorar a partir do dia 16 de junho de 2026, data em que o advogado foi oficialmente notificado da decisão. A suspensão foi aplicada com fundamento no inciso III do artigo 28 da Portaria Conjunta nº 01/2025, firmada entre a Sejus e a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI).

No ofício, a Secretaria de Justiça orienta que todas as unidades prisionais adotem as providências necessárias para garantir o fiel cumprimento da medida durante o período de vigência da sanção.

Rapidinhas

Justiça autoriza extração de dados do celular de empresário preso com R$ 1 milhão

Ao conceder liberdade provisória ao empresário José Felipe da Cunha Filho, preso pela Polícia Federal transportando R$ 1 milhão em espécie, na última sexta-feira (19), a Justiça autorizou a quebra do sigilo dos aparelhos celulares apreendidos durante a abordagem realizada em Teresina.

Devassa digital

Com a decisão judicial, a Polícia Federal poderá realizar o desbloqueio, extração, espelhamento e análise de todo o conteúdo armazenado nos dispositivos. Mensagens de aplicativos como WhatsApp, Facebook e Instagram, além de registros de chamadas, fotografias, vídeos, áudios e e-mails, poderão ser periciados pelos investigadores.

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Foto: Reprodução/WhatsApp
Dinheiro apreendido pela Polícia Federal em Teresina

Investigação pode avançar

Na decisão, o magistrado destacou que os dados armazenados nos celulares podem ser fundamentais para identificar a origem e o destino dos recursos movimentados, esclarecer a dinâmica dos saques considerados atípicos pelo Coaf e apontar possíveis coautores ou beneficiários das operações financeiras sob investigação. O material extraído ainda poderá ser compartilhado em outros inquéritos ou procedimentos investigativos eventualmente instaurados.

Empresas na investigação

O Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf aponta que as empresas Cerro Construções e Sinalização Ltda, Conceito Construções e Limpeza Ltda e Diagonal Locação de Veículos Ltda estão entre as pessoas jurídicas citadas na investigação que resultou na prisão do empresário José Felipe da Cunha Filho. Segundo a Polícia Federal, as três empresas seriam vinculadas ao mesmo grupo empresarial.

Saques milionários

De acordo com o relatório encaminhado pela PF, as três empresas teriam solicitado o provisionamento de elevados valores em agências do Banco do Brasil para a realização de saques em espécie no dia 19 de junho. O Coaf identificou movimentações consideradas atípicas e incompatíveis com o perfil financeiro do principal investigado.

Sem vínculo formal

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é que José Felipe da Cunha Filho, responsável pelos saques milionários, não possui vínculo societário, empregatício ou funcional com as empresas investigadas, conforme consultas realizadas pela Polícia Federal em bancos de dados oficiais. Ainda segundo a PF, o investigado exerce a função de vigilante, circunstância considerada incompatível com a magnitude das operações financeiras realizadas.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1