O confronto entre Inglaterra e Gana, pela fase de grupos da Copa do Mundo, ganhou repercussão além do futebol por causa da presença do volante ganês Thomas Partey. O jogador responde a acusações de estupro e agressão sexual no Reino Unido e fará sua estreia no Mundial justamente contra a seleção inglesa, país onde o processo tramita.
Antes da partida, a possibilidade dos jogadores ingleses não cumprimentarem Partey no protocolo da Fifa gerou debate. Segundo os jornais Telegraph e The Guardian, a Federação Inglesa de Futebol (FA) não orientou os atletas sobre o assunto e deixará a decisão a critério de cada jogador, embora a expectativa seja de que o protocolo seja mantido normalmente.
Partey havia ficado fora da estreia de Gana após ter a entrada negada no Canadá, onde a seleção enfrentou o Panamá. De acordo com informações divulgadas pelo The Athletic, o visto foi recusado porque o jogador teria informado às autoridades migratórias que não respondia a acusações criminais. A Justiça canadense manteve a decisão, impedindo sua participação naquela partida.
O meio-campista, atualmente no Villarreal e ex-jogador do Arsenal, responde a oito acusações de crimes sexuais, sete de estupro e uma de agressão sexual, envolvendo quatro mulheres, por fatos que teriam ocorrido entre 2020 e 2022. Partey nega todas as acusações, responde ao processo em liberdade condicional e sua defesa afirma que ele colaborou com as autoridades. O julgamento está previsto para janeiro de 2027.
Questionado sobre o caso, o técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, evitou comentar as acusações e defendeu que o foco permaneça na competição. "Em algum momento deve ser permitido que um time enviado para uma Copa do Mundo seja apenas um time de futebol, e não uma declaração política", afirmou.
Juliana Andrade
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