A vereadora de Piripiri, Francinalva Coelho de Melo , conhecida como “Nalvinha Melo”, presa pela Polícia Federal no momento em que ela realizava o saque de R$ 500 mil em espécie , no Banco do Brasil, alegou à PF que o valor seria utilizado para a compra de um imóvel na zona urbana do município, porém, não apresentou nenhuma comprovação da transação imobiliária.

As investigações tiveram início a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF), emitidos pelo COAF, e encaminhados a órgãos de controle e investigação, que apontaram a existência de um provisionamento de saque em espécie considerado anormal.

Foto: Reprodução/Instagram
Francinalva Coelho de Melo

A Coluna apurou que a conta vinculada à investigada registrou movimentações consideradas incompatíveis com a capacidade financeira declarada, com créditos que ultrapassavam mais de dois milhões de reais, no período de um ano.

Diante das informações, a Polícia Federal realizou o monitoramento e se deslocou até a agência do Banco do Brasil Banco do Brasil em Piripiri, na tarde dessa quarta-feira (24), onde ocorreu a abordagem à vereadora, que estava com a quantia de R$ 500 mil no interior de uma mochila.

Investigações apontam suspeitas de desvio de recursos

A Coluna apurou que há indicação de ligação da vereadora Francinalva Coelho de Melo com uma empresa, a qual recebeu quantias milionárias em pagamentos de municípios do Ceará e do Piauí, entre os anos de 2022 e 2026.

Para a Polícia Federal, há fortes indícios de que as movimentações de grandes quantias em dinheiro vivo podem, em determinados contextos, ser utilizadas para dificultar o rastreamento da origem dos recursos, o que demanda aprofundamento das investigações.

Sem anúncio no momento

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1