Passados um ano e quatro meses desde o assassinato da advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, uma pergunta continua sem resposta: onde está Adelaido Gomes Celestino?

Apontado pela Polícia Civil do Piauí como o principal autor da execução da própria irmã, Adelaido simplesmente sumiu e, até hoje, as forças de Segurança Pública do Piauí não conseguiram localizar nem o seu rastro.

Foto: Reprodução
Adelaido Gomes e Valdenice Gomes

O crime aconteceu em Paulistana e chocou o estado pela frieza e pela motivação. Segundo as investigações, Valdenice foi vítima de uma emboscada enquanto retornava de uma propriedade rural da família, onde havia ido consertar uma cerca constantemente danificada em meio à disputa por terras herdadas. Ela estava acompanhada de uma irmã e do neto quando foi surpreendida pelos disparos efetuados pelo próprio irmão, Adelaido Gomes Celestino.

A perícia constatou que a advogada foi atingida diversas vezes, principalmente no pescoço, sem qualquer possibilidade de defesa.

Investigações ainda revelaram um histórico de ameaças.

Mensagens e áudios entregues à Polícia Civil apontam que irmãos da vítima, que era advogada, não aceitavam sua atuação como inventariante do patrimônio da família. Em uma das mensagens atribuídas a Narciso Gomes Celestino, a ameaça era direta: o conflito "não seria resolvido na Justiça, mas na bala".

Mesmo diante desse conjunto robusto de elementos, o principal investigado conseguiu escapar.

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Foto: Reprodução/Facebook
Valdenice Gomes Celestino Soares

O próprio inquérito aponta que Gabriel Celestino, filho de Adelaido, portanto, sobrinho da vítima, ajudou o pai na fuga logo após o homicídio. Há relatos de testemunhas, análises técnicas, registros de conexão de internet e outros elementos que sustentam essa suspeita. A investigação não descartou, ainda, a possível participação de Narciso como incentivador do crime e até na logística envolvendo a arma utilizada na execução.

Rapidinhas

Nada de palma com palma

16 meses depois, Adelaido continua longe das algemas e a Polícia Civil já admitiu, inclusive, que ele pode estar escondido até mesmo fora do Brasil. Se essa hipótese for verdadeira, ela apenas reforça uma pergunta inevitável: como um homem acusado de um crime de tamanha repercussão conseguiu desaparecer sem deixar rastros?

Localizar um foragido nem sempre é uma tarefa simples, mas também é legítimo cobrar resultados quando se passa mais de um ano sem qualquer resposta concreta para a família da vítima.

Sentimento de impunidade

Enquanto o acusado permanece foragido, a sensação transmitida é de impunidade. Cada dia sem prisão representa mais um capítulo de um processo que parece interminável para quem perdeu uma mãe, uma filha e uma advogada reconhecida na região de Paulistana.

A Secretaria da Segurança Pública precisa atuar com mais inteligência e dar a resposta que a sociedade espera, ações efetivas e, acima de tudo, a captura de quem é apontado como responsável por um dos crimes familiares na região Sul do Piauí, nos últimos dois anos.

Deu ruim

Quem imaginava que poderia escapar da Justiça por se envolver em um acidente no trânsito, acabou vendo a conta chegar. Júlio César Carvalho Neu foi preso novamente, dessa vez, preventivamente, na manhã dessa quarta-feira (1º), acusado de provocar o grave acidente que deixou um policial penal e sua filha gravemente feridos na zona sul de Teresina. Segundo a investigação, ele dirigia embriagado, na contramão, e ainda fugiu sem prestar socorro às vítimas.

Foto: Divulgação/SSP-PI
Júlio César Carvalho Neu

Cerco fechou de vez

Para a Polícia Civil, as provas reunidas ao longo das investigações, somadas aos antecedentes criminais do investigado, justificaram a decretação da prisão preventiva.

Reincidente

Júlio César Carvalho Neu já havia se envolvido em outra ocorrência de trânsito, ocasião em que invadiu, com um carro, a residência de uma pessoa. Ele estava sob efeito de álcool e acabou causando um prejuízo material, deixando um rastro de destruição no imóvel.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1