Existe um remédio capaz de reduzir o risco de infarto, diabetes, câncer, depressão, ansiedade, obesidade e demência. Ele custa quase nada, não precisa de receita, não tem patente e não enriquece ninguém. Esse remédio se chama exercício físico. E talvez seja exatamente por isso que ele não é tratado como deveria pela medicina moderna.
Enquanto a indústria farmacêutica movimenta trilhões vendendo medicamentos para tratar doenças crônicas, o sedentarismo continua sendo ignorado como a verdadeira raiz do problema. O sistema lucra mais com a doença do que com a prevenção. Um paciente doente vale mais do que uma pessoa saudável.
A ciência é clara:
1.Pessoas fisicamente ativas reduzem em até 30% o risco de morte precoce.
2.O exercício pode diminuir em 20% a 40% o risco de vários tipos de câncer.
3.A prática regular melhora a sensibilidade à insulina, reduz a inflamação crônica e protege o cérebro contra Alzheimer e depressão.
4.O treinamento de força é um dos maiores preditores de longevidade funcional.
Se o exercício fosse uma pílula, seria chamado de droga revolucionária.
Mas como não pode ser patenteado, não pode ser vendido em frascos e não gera bilhões em lucro, ele é tratado como algo secundário, quase decorativo.
Primeiro, a população é engordada com ultraprocessados, açúcar, óleos refinados e sedentarismo digital.
Depois, vendem-se remédios para hipertensão, diabetes, obesidade, ansiedade e depressão.
O ciclo da doença é altamente lucrativo.
Mesmo assim, poucos médicos prescrevem exercício com a mesma seriedade que prescrevem medicamentos. E a população segue acreditando que saúde vem em comprimidos.
A verdade é brutal:
o maior medicamento da história não gera lucro suficiente para virar prioridade.
Movimento é medicina.
Sedentarismo é uma doença global.
E a maior fraude da saúde moderna é nos fazer acreditar que a cura está na farmácia, e não no próprio corpo em movimento.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1