A Odisseia estreou mundialmente nesta quinta-feira (16) e já iniciou sua trajetória nos cinemas batendo recordes. O novo épico de Christopher Nolan arrecadou US$ 17,6 milhões nas sessões de pré-estreia, registrando a maior abertura antecipada de 2026 e superando por pouco os US$ 17,5 milhões de Toy Story 5.
O longa adapta o clássico poema épico atribuído a Homero, que narra a jornada de Odisseu, rei de Ítaca, tentando retornar para casa após a Guerra de Troia. Durante dez anos, o herói enfrenta monstros, sereias, ciclopes, feiticeiras e a ira do deus dos mares, Poseidon, enquanto busca reencontrar sua esposa Penélope e seu filho Telêmaco.
Elenco reúne grandes estrelas de Hollywood
O filme de duração oficial de 2 horas e 52 minutos conta com um dos elencos mais estrelados dos últimos anos. Matt Damon interpreta Odisseu, enquanto Anne Hathaway vive Penélope e Tom Holland interpreta Telêmaco.
Também fazem parte do elenco:
Zendaya como a deusa Atena
Charlize Theron como Circe
Benny Safdie como Agamenon
Lupita Nyong’o como Helena de Troia e Clitemnestra
Robert Pattinson, Jon Bernthal, Mia Goth, John Leguizamo, Elliot Page, Himesh Patel e Travis Scott.
Nolan também reuniu colaboradores frequentes, como o compositor Ludwig Göransson e o diretor de fotografia Hoyte van Hoytema, responsável pela fotografia dos filmes do diretor desde Interestelar.
Primeiro filme totalmente gravado em IMAX 70mm
Um dos principais destaques da produção é a tecnologia utilizada nas filmagens. A Odisseia é o primeiro longa da história gravado inteiramente com câmeras IMAX 70mm, formato considerado o mais avançado de captura de imagem do cinema.
A tecnologia utiliza película de grande escala, registra mais detalhes do que os projetores digitais convencionais e permite uma proporção de imagem expandida verticalmente, ocupando uma área maior da tela.
Entretanto, apenas cerca de 40 salas no mundo conseguem exibir o filme no formato IMAX 70mm. No Brasil não há salas compatíveis com essa tecnologia, o que significa que o público brasileiro assiste a uma versão diferente daquela idealizada por Nolan.
O projeto teve um custo estimado de US$ 375 milhões, sendo cerca de US$ 250 milhões destinados à produção e aproximadamente US$ 125 milhões aplicados em marketing e divulgação.
A adaptação também reacendeu o debate sobre até que ponto um filme precisa ser fiel à obra original. Especialistas lembram que a Odisseia vem sendo reinterpretada há mais de 2,5 mil anos e sofreu diversas adaptações ao longo da história.
O poema já foi visto tanto como uma obra fundamental da literatura quanto como um texto inadequado para a formação ideal do cidadão, segundo relatos presentes nos diálogos de Platão, devido à representação dos deuses com características humanas e à presença de criaturas fantásticas.
Sucesso imediato
Com recordes de bilheteria logo nas primeiras sessões, um elenco repleto de estrelas e a estreia de uma tecnologia inédita no cinema comercial, A Odisseia se consolida como um dos lançamentos mais ambiciosos e comentados de 2026.
Juliana Andrade
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