Se você tem Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, precisa entender uma coisa com muita clareza: exercício físico não é opcional — é parte do tratamento.
O TDAH não é apenas “falta de atenção”. Ele envolve alterações reais no funcionamento do cérebro, especialmente em regiões ligadas ao controle da atenção, impulsividade e motivação. E é exatamente aí que entra a atividade física como uma ferramenta poderosa.
Quando você se exercita, seu corpo aumenta a liberação de substâncias como dopamina, noradrenalina e serotonina — os mesmos neurotransmissores que muitos medicamentos para TDAH tentam regular. Ou seja, o exercício atua diretamente na raiz do problema.
Mas não é só isso.
A prática regular de atividade física melhora a capacidade de foco, reduz a inquietação, diminui a ansiedade e ajuda no controle da impulsividade. Em muitos casos, pessoas com TDAH relatam que se sentem mais organizadas mentalmente e produtivas após o treino. É como se o cérebro “entrasse nos trilhos”.
Agora vem a parte mais importante: não adianta fazer de vez em quando. O efeito positivo do exercício é agudo, ou seja, ele acontece logo após a prática — mas também depende da continuidade. Sem regularidade, o benefício se perde rapidamente.
Por isso, encare o treino como você encararia um remédio: não é algo que você faz quando dá vontade — é algo que você faz porque precisa.
Caminhada, musculação, corrida, esportes… o tipo de exercício importa menos do que a constância. O ideal é encontrar algo que você consiga manter com frequência, porque no TDAH, a regularidade vale mais do que a intensidade.
Ignorar isso é abrir mão de uma das ferramentas mais eficazes, acessíveis e naturais para melhorar sua qualidade de vida.
Se você tem TDAH, o exercício físico não é um complemento.
É tratamento.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1