A aprovação do Projeto de Lei 3929/2019 é uma medida urgente e necessária para o Brasil. O projeto, que propõe a obrigatoriedade de três aulas semanais de Educação Física na educação básica, representa um passo decisivo na construção de uma geração mais saudável, ativa e preparada para os desafios da vida.
Vivemos um cenário alarmante, marcado pelo sedentarismo crescente entre crianças e adolescentes, impulsionado pelo excesso de tempo em frente às telas e pela redução dos espaços de movimento. As consequências já são visíveis: aumento da obesidade infantil, problemas posturais, ansiedade, baixa aptidão física e até prejuízos no rendimento escolar. Diante disso, não é mais possível tratar a Educação Física como algo secundário dentro da escola.
A prática regular de atividade física, quando orientada e bem estruturada, promove benefícios que vão muito além do corpo. Ela melhora a concentração, fortalece a saúde mental, desenvolve habilidades sociais, disciplina e contribui diretamente para o processo de aprendizagem. No entanto, para que esses benefícios realmente aconteçam, é fundamental que haja frequência e continuidade — e é exatamente isso que as três aulas semanais garantem.
Nesse contexto, a APEF-PI (Associação dos Profissionais de Educação Física do Piauí) se posiciona de forma firme e responsável, defendendo a urgência na aprovação desse projeto de lei. A entidade compreende que investir em Educação Física escolar é investir em saúde pública, prevenção de doenças e qualidade de vida para toda a população.
Além disso, é importante destacar que, para muitas crianças, a escola é o único ambiente onde elas têm acesso à prática orientada de exercícios físicos. Ou seja, estamos falando também de justiça social, de oferecer oportunidades iguais para que todos possam se desenvolver de forma integral.
A defesa da APEF-PI não é apenas corporativa — é uma defesa da sociedade. É o entendimento de que um país mais ativo hoje será um país menos doente amanhã. Reduzir o sedentarismo desde a infância é diminuir, no futuro, os custos com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.
Portanto, a aprovação do Projeto de Lei 3929/2019 não pode mais esperar. Trata-se de uma decisão estratégica, que impacta diretamente a saúde, a educação e o futuro do Brasil.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1