O chinelo parece inofensivo, confortável e prático. Mas, para o idoso, ele pode ser um dos maiores inimigos da segurança dentro de casa.

As quedas são um dos problemas mais graves da terceira idade. No Brasil, cerca de 25% dos idosos sofrem pelo menos uma queda por ano, segundo dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros.

E o mais preocupante: quase um terço dos idosos sofre quedas ao longo do ano, e cerca de 12% dessas quedas resultam em fraturas, muitas vezes com perda definitiva da independência.

Foto: Arquivo pessoal/Demóstenes Ribeiro
Demóstenes Ribeiro

O chinelo entra nesse cenário como um fator silencioso de risco. Ele costuma ser frouxo, escorregadio e sem fixação adequada no calcanhar. Isso aumenta a chance de tropeços, escorregões e pisadas em falso — especialmente em idosos que já têm perda de equilíbrio e força muscular.

Muitos idosos não caem na rua. Eles caem dentro de casa, em situações simples, como caminhar até o banheiro ou a cozinha. Pequenos riscos ambientais, como tapetes soltos e calçados inadequados, são suficientes para provocar uma queda grave.

Trocar o chinelo por um calçado fechado e antiderrapante pode parecer um detalhe pequeno. Mas, na vida de um idoso, pode ser a diferença entre autonomia e dependência.

Sem anúncio no momento

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1