O Corinthians recebeu da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) um terceiro transfer ban e está impedido de registrar novos jogadores por seis meses no BID da federação. Desta vez, o bloqueio é por inadimplência no pagamento de R$ 8 milhões à instituição, referente à quinta parcela de um acordo feito na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF.
Esta não é a primeira vez que o Corinthians atrasa um pagamento determinado pela CNRD. Em outras duas ocasiões, o clube também foi punido com a proibição de inscrever reforços e permaneceu por cerca de três meses impedido de registrar novos jogadores. Agora, o Timão precisa quitar a dívida para encerrar a sanção aplicada pela CNRD. No entanto, só poderá voltar a inscrever atletas após regularizar também as pendências que resultaram nas punições impostas pela Fifa.
Diferentemente da punição aplicada pela CBF, o Corinthians também enfrenta duas sanções impostas pela Fifa em razão de dívidas relacionadas à contratação de jogadores. A primeira delas é um transfer ban decorrente da falta de pagamento de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 8 milhões) ao Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela transferência do volante José Martínez.
O segundo transfer ban imposto pela Fifa tem uma motivação diferente. A sanção está relacionada ao não pagamento de multas referentes a três processos distintos envolvendo negociações de atletas. Além da dívida principal, a entidade máxima do futebol determina que os clubes penalizados também arquem com um valor adicional a título de multa.
Além do caso envolvendo José Martínez, o Corinthians recebeu notificações de transfer ban em outras duas situações. Uma delas é por uma dívida de US$ 850 mil (cerca de R$ 4,2 milhões) com o New York City, dos Estados Unidos, referente ao não pagamento da extensão do empréstimo do atacante Talles Magno, firmada em abril de 2025. A outra envolve o Midtjylland, da Dinamarca, por pendências financeiras na negociação do volante Charles.
A CNRD é um órgão da CBF responsável por resolver conflitos no futebol brasileiro e atua como um tribunal para solucionar questões de contratos entre clubes, atletas, treinadores e intermediários.
Ranna Freitas
Ver todos os comentários | 0 |