A prática regular de atividade física é uma das ferramentas mais poderosas que existem para melhorar a saúde pública de uma população. E o mais impressionante é que ela atua antes mesmo da doença aparecer.

Uma população fisicamente ativa adoece menos, usa menos medicamentos, procura menos hospitais e apresenta menor índice de afastamentos do trabalho. Isso acontece porque o exercício físico atua diretamente na prevenção das principais doenças que mais matam atualmente, como hipertensão, diabetes, obesidade, infarto, AVC, depressão e vários tipos de câncer.

Foto: Arquivo pessoal/Demóstenes Ribeiro
População ativa fisicamente usa menos o SUS

Quando uma cidade investe em atividade física, ela não está apenas incentivando esporte ou lazer. Ela está reduzindo gastos com saúde, melhorando a qualidade de vida da população e aumentando a autonomia das pessoas, principalmente dos idosos.

O sedentarismo faz o corpo perder função. Os músculos enfraquecem, as articulações endurecem, o equilíbrio piora e o metabolismo desacelera. Com o passar dos anos, isso se transforma em doenças, dependência física e sobrecarga do sistema de saúde.

Por outro lado, pessoas ativas preservam melhor a força muscular, a capacidade cardiorrespiratória, o equilíbrio e a saúde mental. Isso significa menos internações, menos quedas, menos cirurgias e menos uso contínuo de medicamentos.

A atividade física também produz substâncias anti-inflamatórias naturais chamadas miocinas, liberadas pelos músculos durante o exercício. Essas substâncias ajudam a proteger o cérebro, o coração e diversos órgãos, funcionando como um verdadeiro “remédio natural” produzido pelo próprio corpo.

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Por isso, incentivar a prática regular de atividade física deveria ser prioridade em qualquer gestão pública séria. Praças ativas, ciclovias, projetos comunitários, caminhadas orientadas, musculação para idosos e campanhas de combate ao sedentarismo não são gastos: são investimentos que reduzem custos futuros com doenças.

Hoje, o sedentarismo já é considerado um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. E a solução está cada vez mais clara: colocar a população em movimento.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1