Cuidar da saúde de uma população não precisa começar dentro de um hospital. Na verdade, o caminho mais eficiente, simples e barato começa muito antes: incentivando as pessoas a se movimentarem mais.

A prática regular de atividade física é uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Caminhada, dança, musculação, pedalada, hidroginástica, corrida, capoterapia, futebol, vôlei, pilates ou qualquer outra atividade que tire a população do sedentarismo já produz enormes benefícios para o corpo e para a mente.

Foto: Divulgação/Demóstenes
Demóstenes Ribeiro

Quando uma gestão pública cria espaços seguros para caminhada, promove eventos esportivos, estimula projetos comunitários, oferece atividades nas praças, abre as escolas para práticas esportivas ou simplesmente cria campanhas incentivando o movimento, ela está investindo diretamente na prevenção de doenças.

Uma população fisicamente ativa adoece menos. Diminui os casos de hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, ansiedade, dores crônicas, problemas cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. Além disso, reduz drasticamente os gastos públicos com medicamentos, consultas, internações e tratamentos de alta complexidade.

O sedentarismo é hoje um dos maiores inimigos da saúde pública moderna. E combatê-lo não exige obras milionárias. Muitas vezes, basta vontade política, organização e incentivo.

Praças movimentadas, idosos ativos, crianças brincando, jovens praticando esportes e adultos caminhando representam uma cidade mais saudável, mais feliz e menos dependente do sistema de saúde.

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O mais interessante é que não existe atividade física “perfeita”. O melhor exercício é aquele que a pessoa consegue praticar regularmente e com prazer. O importante é fazer o corpo sair da inércia.

Investir em atividade física é investir em prevenção. E prevenção sempre será mais barata, mais inteligente e mais humana do que remediar doenças depois que elas aparecem.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1