Cuidar da saúde de uma população não precisa começar dentro de um hospital. Na verdade, o caminho mais eficiente, simples e barato começa muito antes: incentivando as pessoas a se movimentarem mais.
A prática regular de atividade física é uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Caminhada, dança, musculação, pedalada, hidroginástica, corrida, capoterapia, futebol, vôlei, pilates ou qualquer outra atividade que tire a população do sedentarismo já produz enormes benefícios para o corpo e para a mente.
Quando uma gestão pública cria espaços seguros para caminhada, promove eventos esportivos, estimula projetos comunitários, oferece atividades nas praças, abre as escolas para práticas esportivas ou simplesmente cria campanhas incentivando o movimento, ela está investindo diretamente na prevenção de doenças.
Uma população fisicamente ativa adoece menos. Diminui os casos de hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, ansiedade, dores crônicas, problemas cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. Além disso, reduz drasticamente os gastos públicos com medicamentos, consultas, internações e tratamentos de alta complexidade.
O sedentarismo é hoje um dos maiores inimigos da saúde pública moderna. E combatê-lo não exige obras milionárias. Muitas vezes, basta vontade política, organização e incentivo.
Praças movimentadas, idosos ativos, crianças brincando, jovens praticando esportes e adultos caminhando representam uma cidade mais saudável, mais feliz e menos dependente do sistema de saúde.
O mais interessante é que não existe atividade física “perfeita”. O melhor exercício é aquele que a pessoa consegue praticar regularmente e com prazer. O importante é fazer o corpo sair da inércia.
Investir em atividade física é investir em prevenção. E prevenção sempre será mais barata, mais inteligente e mais humana do que remediar doenças depois que elas aparecem.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1