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Teresina - Piauí

Defesa da DF Group diz que bloqueios judiciais impedem pagamentos e promete negociar com investidores

Segundo a defesa, enquanto essas restrições permanecerem em vigor, não existe viabilidade operacional.

A defesa técnica da DF Group e dos investigados na operação que apura um suposto esquema de fraudes financeiras divulgou uma nota à imprensa, afirmando que as medidas cautelares impostas pela Justiça tornaram inviável a continuidade das atividades da empresa e impossibilitaram qualquer pagamento aos investidores. O comunicado foi publicado nesta quarta-feira (15).

No comunicado, os advogados alegam que, em razão da prisão temporária de investigados, do bloqueio de contas e ativos financeiros, da suspensão das atividades da empresa e da apreensão de documentos e equipamentos, a DF Group está impedida de realizar movimentações financeiras sem descumprir decisão judicial.

Segundo a defesa, enquanto essas restrições permanecerem em vigor, não existe viabilidade operacional ou jurídica para reorganizar a empresa ou retomar o fluxo regular de pagamentos.

Foto: Redes SociaisDouglas Fonseca - CEO da DF Capital
Douglas Fonseca - CEO da DF Group

Consultores não administram recursos, diz defesa

Os advogados também afirmam que os consultores e parceiros da empresa não possuem poder de gestão, administração financeira ou acesso aos recursos atingidos pelas medidas judiciais.

Na nota, a defesa sustenta que essas pessoas também foram diretamente impactadas pelas decisões judiciais e repudiou relatos de ameaças e constrangimentos contra consultores, parceiros e familiares, informando que eventuais excessos estão sendo apurados para responsabilização dos autores.

Prisões são contestadas

Outro ponto destacado pela defesa é a contestação das prisões efetuadas durante a operação. Os advogados classificam as medidas como "desproporcionais e juridicamente questionáveis" e afirmam que já buscam no Poder Judiciário a revisão das demais cautelares impostas.

Ainda conforme a nota, a retomada das atividades empresariais é considerada essencial para a recuperação financeira da empresa. A defesa afirma que, caso as restrições sejam revistas e a empresa volte a operar, será iniciado um processo de contato com todos os investidores para negociar e regularizar as pendências existentes.

Investigações seguem em sigilo

Por fim, a defesa informou que todas as manifestações oficiais sobre o caso serão feitas exclusivamente pelos advogados constituídos, ressaltando que os inquéritos tramitam sob sigilo e que terceiros não possuem acesso ao conteúdo dos autos, motivo pelo qual pedem cautela na divulgação de informações.

A nota é assinada pelos advogados Fernando Amaral, Galvão Neto, Helane Santos, João Pedro Morais e Taline Prado.

Entenda o caso

A DF Group é alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Piauí, que apura um suposto esquema de captação irregular de investimentos, estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Durante a operação, a Justiça determinou 12 prisões temporárias, buscas e apreensões, além do bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados. A empresa nega irregularidades e afirma que apresentará sua defesa no curso das investigações.

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