Todos os dias, hospitais e postos de saúde atendem pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, dores articulares, depressão e diversas outras condições que possuem forte relação com o sedentarismo. O custo para tratar essas doenças é enorme, tanto para os cofres públicos quanto para a qualidade de vida da população.

Diante dessa realidade, surge uma pergunta que merece reflexão: se o sedentarismo é um dos principais fatores de risco para tantas doenças, por que não vemos campanhas governamentais de combate ao sedentarismo com a mesma intensidade que vemos campanhas contra o tabagismo, por exemplo?

Foto: Arquivo pessoal/Demóstenes Ribeiro
Se o sedentarismo lota hospitais, por que não vemos grandes campanhas para combatê-lo?

A resposta não é simples. Combater o sedentarismo exige mudanças culturais profundas. Não basta apenas divulgar uma mensagem na televisão. É necessário criar espaços públicos adequados, investir em profissionais qualificados, promover programas permanentes de atividade física, melhorar a segurança das ruas e incentivar hábitos saudáveis desde a infância. Tudo isso exige planejamento e continuidade.

Outro desafio é que os benefícios da atividade física aparecem principalmente no médio e longo prazo. Enquanto o tratamento das doenças costuma receber mais atenção por atender necessidades imediatas, a prevenção nem sempre recebe os mesmos investimentos, mesmo sendo muito mais barata e eficiente.

A verdade é que nenhuma medicação consegue substituir completamente os benefícios do movimento. Caminhar, pedalar, praticar musculação, dançar ou realizar qualquer atividade física regular ajuda a prevenir dezenas de doenças e melhora a saúde física e mental da população.

Talvez esteja na hora de tratarmos o sedentarismo como ele realmente merece ser tratado: um dos maiores problemas de saúde pública do nosso tempo. Quanto mais pessoas se movimentam, menos pessoas adoecem. E quanto menos pessoas adoecem, menor é a sobrecarga sobre hospitais, postos de saúde e profissionais da área.

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A pergunta continua no ar: se o sedentarismo custa tão caro para a sociedade, por que ainda investimos tão pouco em combatê-lo?

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1