Ao contrário do que muita gente imagina, o envelhecimento reduz a percepção da sede. Isso significa que o organismo precisa de água, mas o cérebro demora mais para emitir o alerta. O resultado é que muitos idosos passam horas sem beber líquidos simplesmente porque não sentem vontade.
Essa desidratação, mesmo quando leve, pode trazer consequências importantes: tonturas, fraqueza, queda da pressão arterial, confusão mental, prisão de ventre, infecções urinárias e aumento do risco de quedas. Em dias quentes ou durante a prática de atividade física, esse risco se torna ainda maior.
Por isso, o idoso não deve esperar a sede aparecer para beber água. A hidratação precisa ser um hábito programado ao longo do dia. Pequenas quantidades consumidas regularmente são muito mais eficazes do que ingerir um grande volume de uma só vez.
Cuidar da hidratação é tão importante quanto manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos. Afinal, um corpo bem hidratado funciona melhor, preserva a saúde dos rins, favorece a circulação, ajuda no funcionamento do cérebro e contribui para um envelhecimento com mais autonomia e qualidade de vida.
Lembre-se: no envelhecimento, sentir pouca sede não significa que o corpo precisa de pouca água. Muitas vezes, significa exatamente o contrário.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1