A corrida eleitoral para 2026 já começou e o primeiro movimento visível vem do Instituto Datamax . Com uma pesquisa registrada no dia 22 e divulgação prevista para o dia 28, o instituto tenta retomar o protagonismo na medição da preferência popular para os cargos de governador e senador.
O levantamento ouviu 1.000 eleitores em 53 cidades, entre os dias 13 e 18 de janeiro e custou exatos R$ 70 mil. O contrato foi firmado com o Portal 180 Graus, parceiro habitual do instituto. No entanto, uma sombra perturbadora ainda paira sobre o Datamax: o fiasco estatístico de 2024.
É impossível analisar os novos números sem recordar o erro crasso cometido pelo instituto há pouco mais de um ano. Na reta final da eleição municipal em Teresina, o Datamax divulgou dados que apontavam uma vitória de Fábio Novo já no 1º turno, sustentando uma vantagem de quase 10% sobre Sílvio Mendes . O resultado das urnas, como se sabe, foi o oposto, expondo uma falha metodológica que foi além da margem de erro aceitável.
Ao antecipar o cenário de 2026, o instituto enfrenta o desafio de provar que seus métodos foram corrigidos ou se estamos diante de mais uma peça de marketing político travestida de ciência estatística. A opinião pública piauiense é tradicionalmente influenciada por números, e a vigilância sobre quem produz esses dados deve ser redobrada.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1