O chafurdo na base governista está à vista e a ouvidos. O presidente do PT, deputado Fábio Novo , nega de “pés juntos” que esteja cooptando “emedebistas”, sob o argumento de que, no Partido dos Trabalhadores, terão mais chances de eleição para a Assembleia Legislativa no próximo ano.
No MDB, parlamentares com mais tempo no legislativo estadual aguardam a ação do governador Rafael Fonteles , do PT, para acalmar os ânimos na base aliada, onde reina outro imbróglio cujo motivo é o vereador Draga Alana , do PSD. Draga faz parte do time de candidatos do deputado Georgiano Neto à Assembleia Legislativa. O vereador foi indicado para se filiar ao PT pelo famoso vereador petista Dudu Borges, mas foi rejeitado pela legenda.
Agora, é o MDB que não aceita Draga Alana, mesmo sob a indicação do “campeão de votos” na eleição passada para deputado estadual, Georgiano Neto, filho do deputado federal Júlio César e da senadora Jussara Lima. Na eleição de 2022, ele conquistou 109.025 votos e, no meio político piauiense, pretende rateá-los entre cinco candidatos apoiados por ele no MDB para a Assembleia Legislativa, dentre eles o irmão, Júlio César Filho, e o vereador de Teresina Draga Alana, o mais votado na eleição de 2024 com 9.233 votos. Relembrando que Georgiano Neto trabalha com o objetivo de ser o candidato mais votado para a Câmara dos Deputados pelo PSD em 2026.
Reações no MDB
Até o momento, só quem se manifestou verbalmente denunciando a “traquinagem” petista foi o deputado estadual Henrique Pires. O vice-governador Themístocles Filho, desde que foi “visceralmente golpeado” pelo governador Rafael Fonteles ao ser informado de que não estaria mais na chapa majoritária como candidato a vice-governador em 2026, calou-se; sumiu da mídia e dos eventos oficiais do governo do Estado. O presidente do MDB piauiense, senador Marcelo Castro, mantém a situação no “banho-maria”. O partido não quer confusão, mas quer os votos do PT e do PSD, além dos do próprio MDB, para permanecer no Senado.
Então, “pelo visto e não visto”, o deputado Henrique Pires vai ter de “engolir o choro”. Pois, como é sabido, o MDB, no Piauí, não é partido para peitar o PT. “E ai e ui”, como dizia o comentarista esportivo Carlos Said.
A ameaça de perder votos
E o MDB, segundo vozes que ecoam pelas “várzeas e chapadas”, ainda está sob a ameaça de perder os votos do deputado Georgiano Neto caso não aceite a filiação do pré-candidato dele à Assembleia Legislativa, Draga Alana. MDB: “quem te viu, que te ver”. Outrora pujante e valente, atualmente está “encabrestado” e dominado.
Progressistas e a pré-candidatura ao governo
Onde há fumaça, há fogo. A fumaça que emana do Progressistas indica que o partido do senador Ciro Nogueira trabalha tal qual “fogo de monturo” para substituir a advogada Margarete Coelho pelo presidente estadual da legenda, o ex-prefeito de Floriano, Joel Rodrigues , na pré-candidatura ao Governo do Estado.
Em 2022, quando Rafael Fonteles, do PT, foi eleito em primeiro turno com 57,17% (1.115.139 votos), derrotando Sílvio Mendes, do União Brasil, que teve 41,62% (811.806 votos), Joel Rodrigues quase deixou Wellington Dias fora do Senado. Joel Rodrigues conseguiu 892.010 votos (47,60% dos válidos), enquanto Wellington Dias teve 962.194 (51,34%). A vantagem de Wellington foi de 70.184 votos.
A expressiva votação de Joel Rodrigues o credencia a ser candidato competitivo na tentativa da oposição de tirar o PT do Palácio de Karnak, depois de duas décadas de domínio do partido. Desde então, o PT “deita e rola” na política piauiense sem ser incomodado.
Ética na Câmara de Teresina
A Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Teresina, por dever de ofício, deve chamar à responsabilidade parlamentares exibicionistas que usam verborragia exagerada com palavras de baixo calão contra colegas ou a imprensa. A vereança exige postura condizente com o mandato. A Câmara não é lugar para “desqualificados”, mas sim para representantes eleitos com dignidade, e a população de Teresina merece ser respeitada.
Desafios da gestão municipal
Na “manhã de pescador”, assim está o prefeito de Teresina, Sílvio Mendes : indiferente às críticas da imprensa e às cobranças da população por melhor prestação de serviços.
A “olhos nus”, a menos de dois meses de completar um ano no cargo, Sílvio Mendes ainda não conseguiu colocar o transporte coletivo para funcionar a contento. O serviço de saúde continua funcionando “à meia-boca”, e a Fundação Municipal de Saúde está eivada de denúncias. A cidade ainda sofre com sujeira nos logradouros e as obras de mobilidade avançam lentamente.
“Rumbora”, Sílvio! Cuida, senão o peixe leva o anzol, rasga o engancho, fura a tarrafa, leva o jequi e aí não vai ter pirão!
Dica de leitura
Sugestão de leitura para estes dias: o livro “Poesia Negra” do Poeta e Professor Élio Ferreira de Souza!
Para sugestões, contate-me através do (86) 9 9954-5023
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1