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Tucano não é peru


Os quase 54 milhões de eleitores brasileiros (53.938.719) - bastante responsáveis - souberam dizer não à messiânica política do presidente Lula, que pretendia eleger, em primeiro turno, a despreparada candidata Dilma Rousseff, sua invenção surrealista.

O resultado das urnas, em 3 de outubro, derrubou as pesquisas dirigidas de intenção de voto, que davam como certa, em primeiro turno, a vitória da candidata do governo. E não foi só isso, o resultado melou o oba, oba festivo de vitória antecipada que ecoava da corte palaciana do Planalto e de seus caudatários.

O desespero já tomou conta do partido da vestal desnudada. Os petralhas estão avoados, tontos como uma nau sem rumo e sem bússola em mar de calmaria. Perderam o norte da vitória. Principalmente agora ao saber que o rufar dos tambores estão ecoando das alterosas Minas Gerais. Lá quem está orquestrando o tom político é o vitorioso senador eleito Aécio Neves, que mostrou a sua força política ao eleger o desconhecido Antonio Anastasia seu sucessor ao governo estadual, com 6,3 milhões de votos. Assim, Minas Gerais poderá definir o resultado das urnas em favor de José Serra, e tudo isso para desespero dos petralhas.

Por que agora os petralhas empedernidos não mostram as suas caras? Estão acuados? Antes, tudo eram flores. Coitados, pensavam que o Brasil era uma nação de eleitores tiriricas vermelhos! Eles desconheciam que 53.938.719 eleitores não eram portadores de "capitis diminutio" petista. Ou seja, eleitores que não foram contagiados com a incapacidade de enxergar a real diferença entre o joio e o trigo. Como diz o velho ditado popular: "Quem morre na véspera é peru". E tucano não é peru.

*Julio César Cardoso Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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