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O dilema do prefeito Sílvio Mendes! Por Zózimo Tavares


O dilema de Sílvio Mendes

*Zózimo Tavares

Imagem: Google imagensClique para ampliarPrefeito de Teresina Silvio Mendes(Imagem:Google imagens)Prefeito de Teresina Silvio Mendes
Se renunciar ao mandato no dia 2 de abril, para ser candidato a governador, e for bem-sucedido na campanha, o prefeito Sílvio Mendes estará marcando um gol de placa na política estadual: de um técnico que fazia questão de se apresentar como tal, ele passaria para trás experimentadas raposas da política estadual.

O mesmo lance já foi protagonizado pelo ex-prefeito de Parnaíba, Mão Santa, em 1994, e pelo deputado federal Wellington Dias, em 2002. Eles chegaram ao Governo do Estado em campanhas surpreendentes, que apontavam os adversários como franco-favoritos. Há, no entanto, uma diferença entre os dois vitoriosos candidatos e o prefeito de Teresina.

Mão Santa estava sem mandato e nada tinha a perder. Então, aceitou ser candidato a governador, quando sua derrota era dada como certa. Wellington Dias concorreria ao Senado, em 2002, mais de olho na Prefeitura de Teresina, nas eleições seguintes, de 2004, do que propriamente acreditando em sua vitória.

Em relação ao prefeito de Teresina, a situação é outra: ele está no segundo mandato, tendo sido reeleito em 2008 com a maior votação da história da cidade. Sua administração é bem avaliada e, se sair para ser candidato, estará entregando o cargo e a caneta para um potencial adversário, o PTB do senador João Vicente Claudino.

O prefeito de Teresina, tem, entretanto, uma vantagem sobre seus adversários: nenhum deles ficou assim tão cara a cara com o gol tão cedo quanto ele. Sílvio começa a campanha já liderando as pesquisas de intenção de voto. Sua largada é de 30 por cento das preferências dos eleitores piauienses e com chances de crescer mais, pois sua rejeição é a menor entre todos os pretendentes à sucessão do governador Wellington Dias.

Vitorioso em 2010, Sílvio Mendes se afirma como uma nova liderança da política estadual. Derrotado, sofrerá duplamente a queda e o coice: perderá o governo e a Prefeitura de Teresina, comprometendo um projeto de poder, o dos tucanos, que já se arrasta vitoriosamente por cinco eleições municipais consecutivas na capital.

*Zózimo Tavares é editor chefe do Diário do Povo

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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