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O Brasil está de luto



Júlio César Cardoso *


Imagem: GP1Júlio César Cardoso(Imagem:GP1)Júlio César Cardoso

O Brasil está de luto pela desonra do Senado Federal, que mais uma vez não deu ouvido às manifestações legítimas de segmentos sociais que não aceitam a forma politiqueira e suja com que senadores indecorosos continuam chafurdando a imagem do estamento nacional.

Choca a todos contribuintes nacionais, que pagam os salários de políticos mequetrefes, assistir à recondução do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) à Presidência da Casa, um político não merecedor de credibilidade pública, haja vista que já havia renunciado ao mesmo cargo no passado, para não ser cassado, por acusações de comportamentos não ilibados.

Uma vergonha para a Casa que já teve Rui Barbosa! Assim, 58 senadores, solidários com o indecoro do Senado, votaram pela manutenção da velha forma de fazer política de interesses solertes. E parabéns aos 18 votos contrários que mostraram que nem todo o Senado é composto de oportunistas tortuosos e solertes.

Quando se testemunha o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) fazer a defesa incandescente de Renan Calheiros, causa-nos grande tristeza ver o subterrâneo da política mostrar suas garras contra a decência, contra a ética e contra a moralidade pública. Trata-se, infelizmente, de representante peemedebista capacho da ala governamental dos acordos espúrios do fisiologismo corrupto, servindo de escudeiro à desonra parlamentar. Uma vergonha!

Não é demais evocar Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-ser da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto” ou “Há tantos burros mandando em homens inteligentes que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência”.

Senador Eduardo Braga, não se constrói um novo Brasil de políticos íntegros enquanto o Parlamento for constituído de cidadãos não comprometidos com a ética e a moralidade.

* Júlio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor federal aposentado

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