Uma operação integrada entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar do Piauí (PM-PI) resultou na prisão em flagrante de dois policiais militares. Além dos agentes da PM, um homem que não integra as forças de segurança também foi preso. Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de extorsão contra um vereador no município de São Raimundo Nonato, no Sul do estado.

A ação ocorreu no dia 15 de abril, no município de Floriano, após trabalho de inteligência que identificou o deslocamento do grupo em um veículo Toyota Corolla pela BR 230. Os suspeitos foram localizados e abordados em um posto de combustíveis.

Foto: Divulgação/PRF-PI
Prisões foram feitas pela PRF e PM-PI

De acordo com informações apuradas pela reportagem, os policiais militares presos são lotados nas cidades de Regeneração e Amarante. O trio é investigado por ter ido até São Raimundo Nonato com o objetivo de cobrar uma quantia em dinheiro de um vereador. O valor, segundo as investigações preliminares, estaria relacionado a um deputado estadual do Piauí, que teria determinado a cobrança após um suposto desentendimento político com o parlamentar.

Durante a abordagem, os agentes encontraram com os suspeitos duas pistolas calibre .40 da marca Taurus, quatro carregadores e cerca de 70 munições — parte delas de uso restrito — além de quatro aparelhos celulares. Segundo a polícia, o grupo não apresentou justificativa legal para o porte do armamento nem para a abordagem ao vereador.

Foto: Divulgação/PRF-PI
Armas apreendidas

Ainda conforme apurado, o caso envolve suspeita de extorsão mediante grave ameaça. Os três homens foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, onde foram autuados em flagrante e permanecem presos à disposição da Justiça.

A reportagem apurou também que no dia da ocorrência, um oficial da Polícia Militar chegou a acionar a Força Tática de Água Branca para prestar apoio à operação. No entanto, pouco tempo depois, o pedido foi cancelado sob a justificativa de que a situação já estaria resolvida.

Sem anúncio no momento

O caso segue sob investigação para esclarecer a possível participação de outros envolvidos e a eventual ligação direta do deputado citado na suposta ordem para a cobrança do dinheiro.

Até o momento, os nomes dos policiais presos não foram divulgados oficialmente.

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