Nesta quarta-feira (29) o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro fez uma homenagem aos quatro policiais mortos durante a megaoperação que vitimou 64 pessoas nos complexos do Alemão e da Penha na terça-feira (28).
Por meio das redes sociais, Castro informou que os agentes foram mortos por “narcoterroristas durante a Operação Contenção, em um dia histórico de enfrentamento ao crime organizado”. O governador também se solidarizou com as famílias, amigos e colegas de farda. Dos quatro policiais, dois eram da Polícia Civil e dois do Bope.
A ação, realizada pelas forças policias do estado sem notificar ou pedir formalmente auxílio ao governo federal, foi considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, ela teria sido planejada a cerca de dois meses após um ano de investigação. Conforme os números oficias, 81 pessoas foram pressas dos 100 mandados de prisão de líderes do Comando Vermelho .
Segundo Cláudio Castro, o estado do Rio agiu sozinho na luta contra o CV, visto que os pedidos de ajuda ao Governo Federal foram negados, contudo, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou que todas as solicitações foram atendidas. Os dois devem se reunir nesta quarta-feira para discutirem os próximos passos de resposta dos governos à população.
Caos aos moradores do Rio
A ação policial causou transtornos na capital fluminense, onde as facções reagiram com trocas de tiros nos locais de confronto, bem como ataque com granadas lançados por drones, fechamento de importantes vias expressas, como a Avenida Brasil e as linhas Amarela e Vermelha. Também ocorreu a interrupção do transporte coletivo nas zonas norte e oeste da cidade, a suspensão dos serviços de saúde, escolar e universitário. O expediente em diversos comércios das zonas atingidas também foi paralisado.