Após a recente crise sanitária envolvendo intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas no estado de São Paulo, diversos bares anunciaram a suspensão temporária da venda de destilados como whisky, gin e vodca. Os comunicados vêm sendo feitos principalmente por meio das redes sociais, em especial nesta sexta-feira (03), às vésperas do final de semana, período de maior consumo de álcool.

Seis pessoas já morreram por suspeita de envenenamento, sendo uma morte confirmada por ingestão da substância, contudo, o governo do estado ainda não divulgou oficialmente se o risco está restrito apenas às bebidas destiladas nem informou quais marcas teriam sido adulteradas.

Foto: Google/Gemini
Bebidas destiladas

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP) emitiu uma nota de alerta para o setor, classificando a adulteração de bebidas com metanol como uma prática criminosa. “Estamos diante de uma questão de saúde pública e de preservação da imagem do setor de alimentação fora do lar”, afirmou Gabriel Pinheiro, diretor da entidade.

Como medida preventiva, a Abrasel recomenda que os bares adquiram bebidas apenas de fornecedores confiáveis e realizem o descarte seguro das garrafas, orientando que embalagens de vidro sejam quebradas para evitar reutilizações criminosas. Um guia prático de combate à falsificação de bebidas foi disponibilizado nas redes sociais da entidade.

A Associação de Bares e Baladas de São Paulo (Apressa) também se manifestou, afirmando acompanhar com “extrema atenção e preocupação” os casos recentes. A entidade reforçou a orientação para que os estabelecimentos negociem somente com distribuidores oficiais e desaconselhou o uso de critérios como “menor preço” na hora da compra. A Apressa também colocou-se à disposição das autoridades para colaborar com ações de fiscalização e prevenção.

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