O Ministério da Saúde adquiriu 2,5 mil unidades de fomepizol para tratamento de intoxicações por metanol, geralmente associadas ao consumo de bebidas alcoólicas. A previsão é de que os lotes, comprados do laboratório japonês Daiichi-Sankyo, estejam disponíveis na rede do SUS até o fim desta semana.

O fomepizol ainda não possuía registro no Brasil e precisou ser importado em caráter emergencial, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O medicamento atua inibindo diretamente a enzima álcool desidrogenase (ADH), responsável pela metabolização do metanol no fígado e no estômago. Com isso, evita-se a formação de ácido fórmico, substância altamente tóxica ao organismo e potencialmente letal.

A administração do fomepizol é feita por via intravenosa e deve ocorrer em ambiente hospitalar. Seu uso é contraindicado para lactantes, gestantes e pessoas com doenças renais. Devido à sua eficácia, o medicamento integra a lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos equivalente à Anvisa, aprovou o uso do fomepizol em 1997. Embora a patente já tenha expirado, o medicamento ainda não é produzido em larga escala, o que eleva significativamente seu custo — uma única dose pode chegar a R$ 6 mil.

Sem anúncio no momento