Foi autorizado pela Justiça Federal um edital com oferta de 80 vagas no curso de Medicina na Universidade Federal de Pernambuco exclusivamente para assentados e quilombolas ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) . A instituição localizada em Caruaru informou que não será necessário vestibular para concorrer as vagas.
O edital em questão já tinha sido suspenso no início deste mês, contudo, voltou a ser autorizado em decisão liminar nessa terça-feira (07).
Por meio de sua página oficial, o movimento comemorou a notícia, caracterizando a decisão como histórica. Foi o "reconhecimento de que o público do PRONERA (beneficiários da Reforma Agrária e quilombolas) é formado por populações historicamente marginalizadas", escreveu o MST.
Chamando de invasores de propriedade privada, o deputado federal Gustavo Gayer (PL) criticou a existência da reserva das vagas sem processo seletivo oficial, visto que os candidatos precisam apenas escrever a redação e passar por uma análise de currículo. “Imagine só você estudar, se dedicar e descobrir que existe um tipo de cota para quem invade propriedade privada!”, argumentou Gayer.
PRONERA
A criação de turmas como essa aconteceu após a implementação do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que se tornou lei durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva , em 2009, após a pressão dos movimentos sociais.