O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o inquérito aberto pela 22ª Delegacia de Polícia da Penha (RJ) que investigava familiares das vítimas da megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro. Os parentes eram investigados por terem removido os corpos do local após a ação policial.
A decisão foi proferida no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, que trata da atuação das forças de segurança em comunidades do Rio de Janeiro.
Além de suspender o inquérito, Moraes determinou novas medidas de transparência e controle sobre a operação. O governo fluminense deverá preservar as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais no dia da ação e enviar ao Supremo a lista completa dos agentes que usaram os equipamentos.
Na decisão, o ministro também solicitou o encaminhamento de todos os laudos necroscópicos das vítimas, com registros fotográficos e dados balísticos, além da relação das pessoas com mandados de prisão cumpridos e daquelas detidas sem ordem judicial.