A morte de um indígena da etnia Guarani Kaiowá, na comunidade de Pyelito Kue, município de Iguatemi, em Mato Grosso do Sul , foi lamentada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Em nota, a autarquia informou que “é inaceitável que indígenas continuem perdendo suas vidas por defender seus territórios”.
A morte ocorreu na madrugada desse domingo (16), após ataques de pistoleiros em resposta a uma recente retomada indígena do território, intensificada na semana passada.
Um dos motivos que teria provocado a retomada dos territórios é a pulverização de agrotóxicos, que vem causando adoecimento e insegurança hídrica e alimentar, o que fez com que a comunidade indígena local se rebelasse nos últimos meses.
A Funai informou que acionou os órgãos de segurança pública responsáveis e acompanha as ações do governo federal nos desdobramentos do caso. Outros quatro indígenas ficaram feridos na ação.
O órgão federal ainda destacou que a morte ocorre durante o contexto da COP30 , no Brasil e que, entre vários temas de importância climática global, discute a importância dos povos indígenas e sua luta contra a mitigação climática. “Não existe trégua na perseguição aos corpos dos defensores do clima. A Funai se solidariza com a família, amigos e com toda a comunidade Guarai Kaiowá”, finalizou.
Desde 3 de novembro, um grupo de trabalho técnico foi instalado pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O objetivo é a elaboração de subsídios para a mediação de conflitos fundiários envolvendo os povos indígenas no sul do estado de Mato Grosso do Sul.