A Justiça de São Paulo condenou o ex-prefeito de Embu das Artes, Ney Santos, a 3 anos e 9 meses de prisão em regime semiaberto, além do pagamento de 13 dias-multa, por porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada. A sentença foi publicada nesta quinta-feira (20). O motorista que o acompanhava na ocasião, Lenon Roque Alves, também foi condenado a 3 anos e 4 meses, em regime semiaberto, com 11 dias-multa.

O caso ocorreu em fevereiro de 2019, quando Ney Santos, à época prefeito da cidade, foi abordado pela Polícia Militar durante uma viagem entre Embu das Artes e Cosmópolis, no interior paulista. O veículo utilizado era da prefeitura e conduzido por Lenon, agente de escolta e vigilância penitenciária.

A abordagem foi motivada por suspeita relacionada à rota escolhida pelo condutor. Durante a inspeção, os policiais encontraram no interior do carro uma pistola calibre .38 com numeração raspada, mira laser, colete à prova de balas e 45 munições. Ney foi ouvido e liberado, enquanto Lenon foi preso em flagrante e permaneceu detido por cerca de um ano.

O ex-prefeito alegou que não tinha conhecimento da presença da arma e que o motorista havia sido designado de última hora por um assessor, após terem se perdido no caminho entre Cosmópolis e a capital paulista. Ele também afirmou que geralmente era acompanhado por um guarda municipal.

As investigações, no entanto, refutaram a versão de Ney. Na sentença, a juíza destacou que a arma circulava livremente e estava visível no interior do veículo, além de estar sob responsabilidade de ambos, uma vez que eles se revezavam na direção do carro.

A magistrada também ressaltou a gravidade do fato de o ex-prefeito ocupar um cargo público de alta relevância, enfatizando que agentes públicos devem manter conduta irrepreensível, já que representam os interesses da sociedade.

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A decisão ainda cabe recurso.