O Conselho de Ética do União Brasil decidiu, nesta terça-feira (25), pela expulsão do ministro do Turismo, Celso Sabino, integrante do governo Lula. A medida foi motivada por infidelidade partidária, já que o ministro permaneceu na administração federal mesmo após a legenda ter rompido com o governo em setembro e recomendado que seus filiados deixassem os cargos.
A deliberação ocorreu durante reunião virtual, na qual foi lido o documento que cancela a filiação partidária de Sabino e determina a dissolução da Executiva do União Brasil no Pará. A decisão ainda depende de avaliação e homologação pela Executiva Nacional do partido.
“Por unanimidade, os conselheiros opinaram pelo deferimento da intervenção no diretório regional do União Brasil no Pará, com dissolução da Executiva local e nomeação de comissão provisória, e também pela expulsão, com cancelamento de filiação partidária, de Celso Sabino”, declarou o partido em nota.
Segundo a sigla, Sabino participou da reunião acompanhado de um advogado. Tanto a intervenção no diretório paraense quanto a expulsão do ministro devem ser apreciadas pela Executiva Nacional até 8 de dezembro.
Apesar de ter sido orientado a deixar o cargo, Celso Sabino resiste à saída e tenta convencer o partido a apoiar o "projeto de país" conduzido pelo presidente Lula.