Guilherme Derrite deixa nesta segunda-feira (1º) o cargo de secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo e reassume o mandato de deputado federal. Ele havia se licenciado da secretaria para relatar o projeto de lei antifacção. Aprovado na Câmara, o projeto está agora no Senado, sob relatoria de Alessandro Vieira (MDB-SE).
No lugar de Derrite, assumirá a pasta no governo paulista o então secretário-executivo Osvaldo Nico Gonçalves. Em 2022, Gonçalves assumiu o cargo de delegado-geral da Polícia Civil, por indicação do governador Rodrigo Garcia (PSDB). Ele atuou na prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor ligado à família Bolsonaro. Outra atuação importante foi na prisão do sequestrador do apresentador Silvio Santos.
Após a Operação Contenção no Rio de Janeiro, realizada há pouco mais de um mês, a segurança pública tornou-se tema de discussões tanto no Parlamento quanto na opinião pública. A oposição defendeu a equiparação das organizações criminosas a grupos terroristas. Contudo, após resistência do governo, a proposta foi retirada do texto final relatado por Derrite.
A Operação Contenção deixou 122 mortos, incluindo cinco policiais, e resultou na prisão de 113 pessoas no Complexo do Alemão. Além disso, mais de 100 armas foram apreendidas. Enquanto o governo federal se movimenta para demonstrar preocupação com o tema, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, conduz a ADPF das Favelas (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 635), que trata das operações policiais em comunidades.