O ciclone extratropical ocorrido em São Paulo na última quarta-feira (10) deixou estragos por toda a cidade. Os ventos chegaram a 98 km/h, ocasionando a destruição de parte da estrutura elétrica tanto na capital quanto na região metropolitana. Mais de 2 milhões de imóveis estão sem energia.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) cobrou explicações da Enel, distribuidora responsável pelo fornecimento de energia no estado de São Paulo, sobre a demora na retomada do serviço.
Informações fornecidas pela agência mostram que, até as 15 horas de ontem, todas as unidades atingidas permaneciam sem energia. As mais de 2 milhões de pessoas afetadas representam cerca de 31,81% da área atendida pela concessionária. Na capital, 1,3 milhão de pessoas seguia com interrupção do fornecimento no horário informado. Uma falta de energia coletiva semelhante, relacionada a outros desastres naturais, ocorreu em novembro de 2023 e outubro de 2024, afetando 2,1 milhões e 2,4 milhões de clientes, respectivamente.
No ofício encaminhado à Enel às 15h46, a Aneel solicitou um relatório detalhado em até cinco dias, exigindo esclarecimentos sobre a atuação da empresa durante a crise. Entre as informações pedidas estão laudos meteorológicos, cronologia das ações adotadas, momento em que a Enel reconheceu a gravidade do evento, mobilização de equipes e call center, além de comprovação de que a estrutura operacional é compatível com a área atendida.
Em resposta à cobrança, a Enel informou, por meio de nota, que responderá ao órgão regulador dentro do prazo estabelecido. A concessionária afirmou também que cerca de 1,3 mil equipes trabalham no restabelecimento do serviço para aproximadamente 2 milhões de clientes afetados. “Por causa dos ventos, em alguns pontos a rede elétrica é atingida por objetos e galhos, o que prejudica o fornecimento, além da queda de árvores”, explicou a empresa. “Nesta quarta-feira (10), em São Paulo, a velocidade dos ventos chegou a 98 km/h, segundo a Defesa Civil. O Corpo de Bombeiros informou ter recebido 514 chamados para queda de árvores na manhã de ontem.”